Cinema na Casa do Lago: Ciclo Palestina

Postado por Thaiza domingo, 2 de maio de 2010

Contiuando a saga anterior, os filmes dessa semana combinam com a exposição Palestina Vida e Sangue. Sessões diárias, às 16h e 19h, grátis! Na Casa do Lago: 

03/05 (seg) - A Terra Fala Árabe (Maryse Gargour, Fra, 2007, 61)
No final do século XIX, irrompe no cenário europeu o sionismo, movimento político ainda minoritário entre os judeus. Conforme foi teorizado por seus líderes, tratava-se do desejo de se criar um Estado judeu em algum lugar do mundo, particularmente na Palestina. O subsequente movimento de imigração em massa de judeus para a região teve efeitos devastadores sobre a população local, que passou a ser progressiva e paulatinamente desenraizada e expulsa da terra. Mais que tentar provar um ponto de vista, o filme dá voz a um dos principais historiadores palestinos da atualidade. Trata-se de Nur Masalha, que explica a história de seu país antes da criação do estado de Israel de maneira clara, ponderada, baseada tanto na vivência de seus antepassados como em arquivos israelenses recentemente abertos.
   
04/05 (ter) - Al Nakba (A Catástrofe) (Rawan Damen, Catar, 2007, 100')
Produto de um trabalho inédito de pesquisa rigorosa em arquivos ingleses do período do governo britânico da Palestina (1922-1948), o documentário revela momentos pouco explorados da história palestina, acompanhados de uma reflexão profunda de estudiosos tanto israelenses, como palestinos e ingleses. Aborda, como um todo, o período que vai de 1799 a 1947, denunciando o papel do mandato britânico na colonização da Palestina e a preparação da chamada al nakba, a tragédia do povo palestino. Levanta, em última instância, a noção de que o mesmo processo de expulsão, desapropriação e desenraizamento da população palestina, iniciado em 1947, continua vigente até os dias de hoje.
   
05/05 (qua) - Zigzigland (Nicole Ballivian, EUA/Palestina, 2006, 92')
Crônica bem humorada de um dia na vida de Bashar, ator palestino e taxista em Hollywood. O constante fluxo de passageiros traz estórias de atentados suicidas, Cat Stevens, Bush e a guerra do Iraque; lembranças do teatro Al Kasaba, em Ramallah, Palestina, em meio a sérios problemas com o departamento de imigração e o Homeland Security. Baseado em histórias verídicas. Prêmios de Melhor filme e Melhor Ator Amal Film Festival, Espanha; Prêmio do Público Arabian Sights Film Festival, entre outros.
   

06/05 (qui)- Filmes Ruins, árabes malvados. Como Hollywoof vilificou... (Sut Jhally, EUA, 60')
Baseado no livro “Reel Bad Arabs”, de Jack Shaheen
Com Dr. Jack Shaheen
Documentário que expõe de maneira detalhada como o cinema de Hollywood, desde o início da sua história até os mais recentes blockbusters, mostrou os árabes de forma distorcida e preconceituosa. O filme tem como apresentador o aclamado autor do livro “Reel Bad Arabs”, Dr. Jack Shaheen, Professor da Universidade de Illinois e estudioso do assunto. O filme faz uma análise, baseado em uma longa lista de imagens de filmes, de como os árabes são apresentados como beduínos bandidos, mulheres submissas, homens violentos, sheiks sinistros ou idiotas perdulários, ou ainda como terroristas armados e prestes a explodir pessoas e lugares. Uma maneira brilhante de mostrar em uma narrativa bem construída, como as imagens contribuíram e contribuem para formar os estereótipos em torno dos árabes, suas origens e sua cultura. Para escrever o livro, o autor analisou mais de 900 filmes, o que possibilitou formar esta contranarrativa, reforçando a necessidade de mostrar a realidade e a riqueza da Cultura e da História Árabes. O filme foi exibido em diversos festivais nos EUA, Europa e Mundo Árabe e recebeu o apoio do Comite Antidiscriminação dos Árabes Americanos.


07/05 (sex)- A Porta do Sol (Yousry Nasrallah, Egito/Palestina/França, 2006', 260')
Filme retratado em dois episódios, conta a história de Yunis, um velho palestino da resistência que está em coma em hospital nos arredores de Beirute. Sua trajetória é narrada por Khalil, enfermeiro que fica a seu lado dia e noite, recusando-se a admitir que seu herói jamais ganhe consciência novamente. Vemos sua infância, seu casamento com Nahila, sua ausência no momento em que sua vila é destruída em 1948. Na segunda parte, Khalil fala de sua própria vida, sobre a guerra civil libanesa. Trata-se de um filme de ficção, mas que tem como pano de fundo a história palestina e mostra, com clareza e beleza, imagens difusas ao longo dos anos de ocupação. Mostra a humanidade e, com delicadeza, o enorme sofrimento de um povo que perde o seu lar e a sua pátria.
   

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