A evolução da família ao longo dos últimos 100 anos, e suas implicações na adolescência e na educação dos filhos, é tema do Café Filosófico CPFL deste mês.
O primeiro encontro traz o psiquiatra e psicoterapeuta Joel Birman, na sexta-feira (17), a partir das 19h, na CPFL Cultura (grátis! e com transmissão ao vivo no www.cpflcultura.com.br/aovivo). A programação continua com Adolescentes: ontem, hoje e amanhã com Ivan Capelatto, psicoterapeuta de crianças, adolescentes e famílias (24/08, sexta, 19h)
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"Conhecido por seus esforços em tirar a filosofia da torre de marfim, Simon Blackburn discute, em Filosofia, Estranhamento e Mundo Contemporâneo, a filosofia com associações às práticas do cotidiano.
Blackburn irá apresentar formulações que fazem parte do repertório de vida de cada um, de seus laços afetivos, de suas relações na sociedade, de sua constante busca por se compreender. O filósofo teve seus livros alçados ao status de best-sellers por conceberem a filosofia como algo que tem por ocupação refletir sobre as categorias gerais com as quais pensamos – como a verdade, a razão, o conhecimento, a liberdade etc.
O filósofo defende que o impacto na mente do mundo percebido, juntamente com as crenças formadas desse resultado, geram hábitos, emoções, sentimento e atitudes que acabam por ser projetadas e encaradas como propriedades reais do mundo – como a aprovação ou desaprovação que se tornam juízos. Ou seja, tais juízos não são nem expressões de sentimentos subjetivos, nem verdades que se verifiquem independentemente das atitudes humanas. No que diz respeito aos valores, então, não deveríamos nem ser anti-realistas, nem realistas: a postura correta seria o quase-realismo, uma posição que explica e justifica a aparência realista do pensamento moral cotidiano.
Simon Blackburn é membro honorário da American Academy of Arts and Sciences, centro independente que conduz estudos interdisciplinares sobre problemas complexos. É também o vice-presidente da British Humanist Association e atuou como professor da Universidade de Cambridge, produzindo uma dezena de obras de repercussão internacional, como o Dicionário Oxford de Filosofia, A República de Platão, Pense: Uma introdução à filosofia e Verdade: um guia para os perplexos." (fornecido pela assessoria de imprensa do CPFL cultura).
Saiba mais sobre o evento no CPFL Cultura.
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| Foto: Divulgação CPFL Cultura |
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| Foto: Divulgação CPFL Cultura |
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| Imagem: Site CPFL Cultura |
José Gianotti é professor emérito da Universidade de São Paulo. Com suas reflexões polêmicas, o intelectual irá apresentar uma investigação sobre os alicerces da cultura Ocidental contemporânea, destacando a relação entre corpo, pensamento e linguagem.
Começa as 19hs e haverá transmissão online. Maiores detalhes, aqui.
SÁBADO, 20hs. 200 anos de Liszt - Para lembrar os 200 anos de nascimento de Franz Liszt, o público irá assistir neste sábado (22) em Música Erudita Multimídia , a Sinfonia Fausto, com a Orquestra Sinfônica de Boston, e regência de Leonard Bernstein.A projeção em DVD terá comentários do jornalista e crítico de música João Marcos Coelho.
DOMINGO, 10 e 11:30hs - Formas na areia - Toda criança que vai à praia cria mil formas na areia. Com este mote, o espetáculo Maresias leva o público a uma viagem ao mar, com sons, imagens e sonhos. Através da técnica de manipulação direta e sombras, o ator Lucas Rodrigues, da Cia. Fios de Sombras, contracena com o boneco e os demais elementos que surgem ao longo da história.
O filósofo português João Constâncio está no encontro do Café Filosófico CPFL na série Reinventar os Alicerces da Modernidade, na sexta (17/6 as 19hs). Suas reflexões serão em torno do tema Um Mundo Sem Sujeito. "Um mundo sem livre-arbítrio não será um mundo do vale-tudo, sem responsabilidade, sem freio, sem decisão e escolha? Um mundo para além de bem e mal, não será um mundo cruel, permissivo, mau?", questiona.
O Café Filosófico CPFL tem transmissão online pelo www.cpflcultura.com.br/aovivo.
Mais sobre o evento, na CPFL.
1/abril - O corpo coletivo e a morte da canção?
"... Pondé publica ensaios sobre a filosofia do cotidiano. Os ensaios reúnem temas variados como a relação entre homens e mulheres; memórias da infância; fracasso; dinheiro; egoísmo e humildade (...) Filósofo e professor universitário, Pondé utiliza uma linguagem coloquial, entre o discurso acadêmico e o jornalístico, que tira as discussões filosóficas do ambiente restrito das salas de aula. (...) “Cansei da filosofia, por isso comecei a escrever para não filósofos, porque a universidade, antes um lugar de gente inteligente, se transformou num projeto contra o pensamento'".No Café Filosófico da CPFL
3 de dezembro, sexta-feira, às 19h.
Entrada gratuita
Todas as sextas às 19h, grátis!
1/outubro - O cuidado com o outro tem de seguir regras? – Gloria Kalil
Muitas pessoas pensam que a etiqueta – tão útil para melhorar o convívio social – é apenas um conjunto de regras prontas. Mas, na verdade, ela nasce de uma simpatia com o próximo, que é mais importante do que qualquer formalidade. Só entende a etiqueta quem sente esse respeito pelo outro. Superar o formalismo nas relações humanas é decisivo para construir o cuidado na convivência.
8/outubro - Rock and Roll – A invenção da adolescência entre
a indústria e a angústia cultural: Chuck Berry e Elvis Presley – Marcia Tiburi e Fernando ChuíO Rock and Roll é uma criação do século XX. Com raízes no blues elétrico, dificilmente teria surgido sem a cultura tecnológica e sem a indústria cultural. Nasceu como expressão artística da tecnologia, também como voz da juventude do pós-guerra, como clamor por renovação, e logo se tornou manifestação de crítica a qualquer forma de conservadorismo.
15/outubro - Para uma metafísica do rock: Bob Dylan, Frank Zappa e Gilles Deleuze – Fernando Chuí e Daniel Lins
Qual o interesse da filosofia pelo rock? A música como expressão estética, desde Platão, é objeto da filosofia. Mas as relações não são somente de ordem estética. Mais recentemente, por exemplo, qual era a fascinação de alguns roqueiros por Deleuze? Ou o dele pelo rock? O filósofo participou de gravações de grupos de rock, e usou letras de Bob Dylan para pensar sua filosofia. Há no rock algo que excede uma simples expressão artística e constitui uma potencialidade autocriativa, capaz de dar ordem aos sentidos e à verdade, em permanente devir. Algo como uma metafísica dos fluxos: órfã, errante.
22/outubro - Rolling Stones e as filosofias do sagrado – Márcia Tiburi e Nelson Motta
Serão discutidos temas como a mística negativa, a profanação, o hedonismo do corpo, o cinismo, as liberdades do gozo corporal e a perversão, analisados à luz de obras de Georges Bataille, de Sigmund Freud e de Herbert Marcuse.
29/outubro - Rock and Roll e as Drogas: Psicodelia,
Beatles e Jimi Hendrix – Fernando Chuí e Hamer PalharesÉ difícil imaginar a história do rock sem a sua expressiva ligação com a história das drogas. No final dos anos sessenta, a experiência lisérgica das drogas estava aliada à invenção de uma cultura de libertação estética e moral. The Beatles e Jimi Hendrix trouxeram em suas músicas a expressão dessa cultura, e suas obras servirão de motivo para o diálogo acerca do tema entre o músico Fernando Chuí e o psiquiatra Dr. Hamer Palhares, especialista em dependência química.
"Há cinquenta anos, nós brasileiros, vivemos crises na vida pública. Na economia, política, na família, na educação, enfim, na sociedade. Mas essas crises, que afetam a intimidade das pessoas, podem ter um custo humano devastador. Contra esse perigoso mundo externo, a vida pessoal contemporânea se tornou o lugar da riqueza humana. Assim, como proteger nossa intimidade, nossos sentimentos e as pessoas que amamos das crises sociais e econômicas?".
3/setembro - 19h - grátis Os cuidados com a intimidade – Renato Janine Ribeiro
"Ao longo dos últimos anos a vida social foi-se tornando cara, penosa. Viver em conjunto já deu prazer, mas atualmente pesa. Isso se agrava quando a crise se torna norma em vez de exceção. Como salvar a vida social? Como preservar a vida pessoal, como ponto rico de apoio à intimidade?"
10/setembro - 19h - grátis O cuidado é feminino? – Mary
Del Priore"Nas últimas décadas, valores antes subestimados passaram a ser apreciados. Haveria hoje, a partir de tais mudanças, um modo “masculino” de lidar com as relações, mais formal, mais responsável, e um modo “feminino”, que dá mais importância ao cuidado com o outro? A questão vai além do feminismo e seu debate é urgente nestes tempos de crises."
17/setembro - 19h - grátis A fragilidade do tesão – Flavio Gikovate"Por mais que nossa sociedade proclame a importância do desejo sexual, ela sente o tesão como vulnerável, sucumbindo rapidamente à rotina. Pior ainda quando, além da rotina, sentimos medo das crises. Como, então, preservar esse sentimento-sensação precioso contra ameaças internas e externas? Podemos manter acesa a chama do erotismo, mesmo em tempos adversos?"
24/setembro - 19h - grátis Como cresceu a ideia de
cuidado? – Peter Burke"Cada vez mais ouvimos, especialmente em filmes de Woody Allen, “I care about you” (eu me preocupo com você), quando o sentido mais próprio seria “gosto de você” ou mesmo “eu te amo”. Quando e por que o gostar do outro incorporou essa ideia de cuidado, de preocupação com o que o outro faça ou sofra?"
Já vi essa palestra da Olgária no Café Filosófico de Sampa, transmitido pela Cultura, há muito tempo atrás... e ainda não processei direito as informações... :-) As filósofas dispensam comentários, certo?
"A contração do tempo e o espaço do espetáculo"
Marilena Chauí e Olgária Matos
"A palestra propõe uma reflexão sobre as mutações contemporâneas das concepções de espaço e de tempo, no momento em que as categorias clássicas da sociabilidade, como esfera pública, direitos, sujeito, responsabilidade, se desfazem. Como o especialista pouco a pouco foi substituindo o intelectual, aquele que era o mestre da verdade e do saber ético? Ora, as atuais inovações tecnológicas e científicas ocorreram na ausência de pensamento crítico e no eclipsamento do papel filosófico e existencial do conhecimento. Assim, na cultura do virtual, o princípio de realidade vacila, as noções de espaço e de tempo se contraem produzindo uma forma de proximidade fundada na distância e na ausência, em que se gesta o evitamento, o horror do contato. Surge então a cultura do ressentimento. Nela, ser é ser percebido; como se reconhece nos assassinatos em série e suicídios ostentados em rede, no culto a esportes radicais e no corpo performático, na universalização do uso das drogas e demais experiências do excesso. Trata-se, portanto, no encontro, de compreender a tendência ao desaparecimento do simbólico em suas relações com os mecanismos do (des)recalque generalizado e suas implicações para a vida coletiva".2 de setembro, às 19h
Grátis!!!
E chegue, sem sombra de dúvidas, às 18h
A integração da pessoa: criatividade e saúde na pós-modernidade - Nahman Armony
"A concepção de saúde está ligada ao modo pelo qual eram vistas, em cada período da história, as relações entre corpo, psique e mente. Na pós-modernidade, Winnicott, com sua concepção de psicossoma, concebe a saúde basicamente como a capacidade de criar e de curtir a vida. A isso podemos, com Nietzsche e Deleuze, acrescentar a afirmação da diferença e dos limites pessoais – que se contrapõem aos já datados mandatos de ideais de saúde".
28 de maio, às 19h
Corpo e saúde na contemporaneidade - André Martins

"Quando, na modernidade, o homem pretendeu subjugar a natureza, como se fôssemos separados dela, a medicina criou para si uma definição negativa da saúde como ausência de doença, ao que hoje acrescentou-se em um ideal de corpo e saúde perfeitos. Contudo, utilizando as teorias de Canguilhem, Spinoza, Nietzsche e Winnicott, veremos em que sentido é também na contemporaneidade que uma definição positiva de saúde se torna possível e mais do que desejável".
"Tomando algumas de nossas práticas corporais como sintomas de nossa cultura, não poderíamos interrogar o seu grau de saúde e vitalidade? Neste sentido, o que haveria de positivo em alguns dos traços emblemáticos de nossa cultura que nos caberia sobretudo afirmar e não somente reduzir à mera alienação? Trata-se de colocar em perspectiva nossa saúde cultural à luz de alguns autores – como Nietzsche, Foucault, Deleuze, Spinoza, Gilberto Freire – que frisaram a relevância do papel do corpo como expressão de vitalidade cultural e singularidade de um estilo de vida".7 de maio às 19h
Programação gratuita e por ordem de chegada a partir das 18h.
"Desde a consolidação do modelo narrativo clássico, nas primeiras décadas do século 20, a ficção no cinema se ocupa de representações da família que funcionam como projeções sociais de valores desejáveis ou reprováveis, gerando padrões de comportamento a serem seguidos ou condenados. Nas últimas duas ou três décadas, essas representações possibilitam compreender como a indústria do divertimento voltada para o consumo de massas procura se manter conectada às transformações no conceito de família vividas, sobretudo, pelas sociedades norte-americana e européia".30 de abril, sexta-feira, às 19h
Programação gratuita e por ordem de chegada a partir das 18h
"No encontro, serão propostas duas análises complementares da contemporaneidade. Primeiro, falaremos de uma ‘cultura do tédio’, de falta de sentido existencial que comprometem a realização ética de uma ‘vida boa’. Em seguida, falaremos de uma ‘cultura da vaidade’, de superficialidade, que comprometem a legitimação moral de deveres. Finalmente, à luz da abordagem psicológica, serão apontadas ações educacionais desejáveis para a construção de uma ‘cultura do sentido’ e uma ‘cultura do respeito de si’".Palestra do módulo "Relações familiares no mundo contemporâneo: a educação dos filhos", de Rosely Sayão.
23 de abril, sexta-feira, às 19h
Programação gratuita e por ordem de chegada a partir das 18h.
Julio Groppa Aquino fala no Café Filosófico da CPFL:
"As novas formas de organização familiar nos estratos urbanos médios (agora múltiplas, heterogêneas e voláteis) parecem não ter encontrado uma contrapartida factível no que se refere aos modos de se relacionar com os mais novos. Assediada por um sem-número de palavras de ordem extravagantes, a família contemporânea encontrará, não raras vezes, uma espécie de colapso ético materializado, por um lado, num acúmulo de intenções impraticáveis e, por outro, na abdicação paulatina do gesto educativo cotidiano".Palestra do módulo "Relações familiares no mundo contemporâneo: a educação dos filhos", de Rosely Sayão.
16 de abril, sexta-feira, às 19h
Programação gratuita e por ordem de chegada a partir das 18h.

"Em tempos de consumismo, para muitas famílias ter filhos transformou-se em ato de consumo. A educação das crianças tem sido terceirizada a babás, escolas, avós, profissionais das mais variadas áreas, professores particulares e de cursos específicos, entre outros. Vamos refletir a respeito das relações familiares no mundo contemporâneo e em especial das relações da família com a escola, responsável pela educação formal dos mais novos".
9 de abril, sexta-feira, às 19h
Grátis!!!
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