Em Defesa do MIS Campinas

Postado por Thaiza quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Recebi  a notícia de que está em andamento um projeto para transformar o Palácio dos Azulejos, atual sede do MIS, na sala de visitas do poder executivo. Tô de cara.


Aqui você encontra a notícia que saiu no Correio Popular: http://www.viracopos.com.br/noticias_int.php?id=5313

E aqui, a carta a população e a petição online contra a transferência do Museu da Imagem e Som: http://www.miscampinas.com.br/peticao_online.php

Acrescento que não é enclausurando um espaço para atividades solenes e privando o acesso da população que traz reconhecimento do patrimônio histórico enquanto tal.  O que Campinas nos deve, e é bem sabido, é investimento na área cultural. O descaso do poder público e da grande mídia contrasta com o empenho de funcionários e forças civis que fazem do museu um espaço vivo e ativo.

O Museu não é só acervo, não é depósito que se pode transportar de um lado ao outro. Significa muito mais, respira e desempenha funções no centro da cidade, promove encontros e debates. Só para citar algumas atividades e projetos que vão de vento em popa:

Pedagogia da Imagem: voltado para a formação audiovisual de educadores da rede pública. Promove a realização de projetos em conjunto  com educadores, escolas, alunos e comunidade.
Cineclube: Todas as semanas, ciclos de filmes sobre os mais diversos temas e estilos. Um espaço livre não só para exibição, mas bate-papos riquíssimos.
Exposições temporárias: Além do acervo fixo, sempre há circulação de obras visuais, antigas ou atuais, de Campinas ou além, trazendo olhares diversos que dialogam com os olhares curiosos dos usuários/visitantes.
Sede de mostras, eventos e atividades de livre acesso: como a Mostra Luta e Mostra Curta: nos dá um panorama da produção audiovisual contemporânea.
Paradinha: Audições semanais dos vinis do acervo.
AAMISC: Associação de Amigos do Museu de Imagem e Som de Campinas. Depois dessa sigla, precisa dizer mais?

Além de outras atividades que aí ocorrem. Desculpe não dar conta de todas, por favor, complementem nos comentários!

Se o argumento é que a maioria da população desconhece o museu (sic), porque invés de transformar o Museu em sala de visita, não abrir as portas aos finais de semana, quando a maioria da população está de folga do trabalho, por exemplo? Há sim atividades que funcionam nesses dias, graças aos funcionários e comunidade, o que falta mesmo é (boa) vontade do poder público, projetos de revitalização e tu-tu.

Como freqüentadora do MIS,  acho um verdadeiro absurdo. Quantos filmes já vi, quando empenho acompanhei, quantos projetos já vi acontecerem e serem construídos, quanto o pessoal já ajudou na minha formação universitária e de tantos outros, quantos freqüentadores conheci, e, sobretudo, quanto potencial vejo podado por falta de recursos públicos. Como campineira, me sinto injustiçada e indignada com o fato de uma cidade tão grande, ter essa postura política em relação à cultura.
 
Todo apoio a permanência do MIS no Palácio do Azulejos!


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1 Responses to Em Defesa do MIS Campinas

  1. Estevão comentou:
  2. segundo eles: "(...) dar um grau maior de visibilidade ao patrimônio histórico de Campinas, o que não foi conseguido, até agora, com a instalação do MIS naquele espaço." a questão é: não foi conseguido pq a prefeitura não tem o minimo interesse em usar aquele espaço como um museu, que possa ser ocupado pelo povo, que tenha gestão de uma entidade pública - não estatal - , e que por fim, possa estar nas mãos de quem realmente se interessa pelo prédio. desde que foi instalado no palacio, o mis vem organizando atividdes culturais as mais diversas com entrada gratuita e promovendo tudo o que é produzido em campinas na area do audiovisual, com cursos de formação e ciclos de cinema altrnativo (!), com rodas de debates muito produtivas. acontece que nada disso é divulgado pelo nosso dr velho. o museu não conta com orçamento para fazer sua propria divulgação, que fica nas mãos, portanto, dos usuários fiéis do espaço, via boca-a-boca. mesmo assim, é um lugar cultuado por todos que o vivenciam, e não devemos deixa-lo cair nas mãos anemicas e estéreis dos nossos burocratas conservadores. vamos divulgar a petição pra parar com essa palhaçada já!

     

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