[cinema] Mostra de Cinema Nelson Rodrigues no Teatro Sesi

Postado por Carla quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Nesse sábado e domingo (17 e 18), meio do feriadão, o Teatro Sesi Amoreiras promove a Mostra de Cinema Nelson Rodrigues em comemoração ao seu centenário.

17/11 às 17h - Bonitinha, mas Ordinária

de J. P. de Carvalho
Rio de Janeiro, 1963, 35mm, pb, 100’
Jece Valadão, Lia Rossi, Odete Lara, Ambrósio Fregolente
De origem humilde, rapaz batalha para fazer carreira numa empresa de seguros. Certo dia, recebe uma proposta do patrão – casar-se com sua filha, uma moça que foi estuprada e a quem a família quer restituir a dignidade pelo casamento.  Com um cheque milionário no bolso, o jovem hesita em aceitar o casório ou render-se ao amor por uma vizinha. Mais bem-sucedida adaptação da peça Otto Lara Rezende ou bonitinha, mas ordinária para os cinemas, o filme de J. P. Carvalho explora com maestria o aspecto ambíguo e tragicômico do universo rodriguiano. Destaque para a performance de Fregolente no papel do patriarca libidinoso que quer reaver a integridade moral da filha.


         às 20h - Engraçadinha depois dos trinta
de J. B. Tanko

Rio de Janeiro, 1966, 35mm, pb, 95’
Irma Alvarez, Fernando Torres, Vera Vianna, Nestor Montemar
Depois do casamento com o pacato Zózimo, Engraçadinha leva a vida de maneira recatada, cuidando da família, sob o olhar vigilante da religião. No entanto, Silene, sua filha mais nova, tem a mesma volúpia da mãe quando jovem, e seu comportamento parece instigar os impulsos que Engraçadinha custara a abandonar. A partir daí, fantasmas e personagens do passado regressam para atormentar novamente sua vida. Adaptação da segunda parte do folhetim Asfalto selvagem, publicado originalmente no jornal Última hora, entre 1959 e 1960. J. B. Tanko já havia levado para as telas, em 1964, a primeira parte do livro. As duas adaptações receberam manifestações de apreço por parte do escritor.


18/11 às 19h - A Serpente

de Alberto Magno
Rio de Janeiro, 1992, 35mm, cor, 77’
Jece Valadão, Marco Nanini, Monique Lafond, Zezé Motta
As irmãs Guida e Lígia se casam no mesmo dia e na mesma igreja. Cúmplices, vão viver juntas, com seus maridos, no mesmo apartamento. Enquanto Lígia se decepciona com o casamento, não chegando a consumar sua primeira relação sexual, Guida vive feliz e satisfeita ao lado de seu homem. Disposta a ajudar a irmã, Guida oferece seu marido a Lígia, inaugurando um dramático triângulo amoroso. Realizado nos anos 1980, o filme veio a ser exibido somente nos anos 1990, e nunca foi lançado comercialmente. Adaptação de A serpente, última peça de Nelson Rodrigues. Aproveitando uma das diversas possibilidades de leitura da obra rodriguiana, Alberto Magno opta pelo viés simbolista do texto, valendo-se de recursos teatrais e anti-naturalistas.


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