Marginália: Cinema

Postado por Thaiza terça-feira, 30 de março de 2010

Quando a gente não pode fazer nada, a gente avacalha, avacalha e se esculhamba.” (O Bandido da Luz Vermelha)

Sábio Rogério Sganzerla, grande cineasta! Filme obrigatório pra sentir e entender a pegada do cinema nacional e marginal daquela época, e também para se preparar para o bate-papo com Helena Ignez, atriz e cineasta, que nesse filme interpreta a mulher do bandido e foi mulher de Rogério. Além disso,  a programação variada abarca não só o paulistano "cinema da boca", mas produções de outras partes do Brasil, mais antigas e também recentes, vale conferir!


13/04 (terça) às 20h: Diálogos à margem: cinema
O cinema marginal dos anos 60 e o cinema independente contemporâneo têm muito em comum. Helena Ignez , “a mulher de todos”, contará sua experiência cinematográfica e conversará com Pedro Jorge, diretor do premiado curta “A vermelha luz do bandido” e Célia Harumi, cineasta de Campinas, curadora do cineclube undergound do Bar do Zé. Grátis!

10/ 04 e 11/04 (sábado e domingo), das 14h às 18h: Oficina Filmes no Celular
HQ e Marginália: Com Laboratório Cisco. Inscrições na Central de Atendimento. 15 vagas. É necessário trazer aparelho celular com câmera.
Quanto: R$ 20,00 (inteira)/ R$ 10,00 (usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino)/ R$ 5,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes)

FILMES:

20/04 (terça) às 19h30
Meteorando Kid (André Luiz de Oliveira, 1969, BA, 80´)
O filme narra, de maneira anárquica e irreverente, as aventuras de Lula, um estudante universitário, no dia do seu aniversário. De forma absolutamente despojada, mostra, sem rodeios, o perfil de um jovem desesperado, representante de uma geração oprimida pela ditadura militar e pela moral retrógrada de uma sociedade passiva e hipócrita. O anti-herói intergaláctico atravessa este labirinto cotidiano através das suas fantasias e delírios libertários, deixando atrás de si um rastro de inconformismo e um convite à rebelião em todos os níveis.

Superoutro (Edgar Navarro, 1989, BA, 48´)
Um louco na rua tenta libertar-se da miséria que o assedia e acaba por subverter a própria lei da gravidade.
Mais na Programadora Brasil

22/04 (quinta) às 19h30:
Bla Bla Bla (Andrea Tonacci, RJ, 1968, 26')
O sentido do poder e da palavra em crise situam o homem que os manipula numa idêntica crise pessoal, humana. A farsa do discurso de intenção humanista é total e absoluta. Um ditador num momento de uma grave crise nacional, institucional, confrontado na cidade e no campo por revoltas e guerrilha, na busca de uma paz ilusória, faz um longo pronunciamento pela televisão. Mas a realidade impõese à sua ficção e o controle da situação escapa-lhe das mãos. Sobra-lhe uma patética confissão antes de ser tirado do ar.

Bang Bang (Andrea Tonacci, SP, 1970, 85')
O ator de um filme em realização vive sem distinção a sua realidade pessoal e a ficção de seu personagem. Busca um sentido e uma saída daquela situação enquanto é perseguido por bandidos, um mágico, uma fantasia amorosa, um bêbado, sua auto-imagem.... A comicidade, os motivos da perseguição, as situações, os personagens, a cenografia, os diálogos e a trilha sonora, que utiliza temas conhecidos de outros filmes, remetem a símbolos, metáforas e à recusa da possível lógica narrativa, permitindo ao espectador uma sensação análoga à do personagem central. Uma viagem bem humorada e visualmente moderna.
Mais na Programadora e entrevista com Tonacci no Contracampo.
  
27/04 (terça) às 19h30: 
Canção de Baal (Helena Ignez, 2008, 77´)
Baal é um poeta e cantor que recebe um convite de Meck para um jantar oferecido em sua homenagem. Lá ele passa a ser sarcástico com os demais convidados, escandalizando-os ao cortejar a mulher de Meck.
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29/04 (quinta) às 19h30: 

Boca Aberta (Rubens Xavier , SP, 1984, 20')
Candeias: da Boca pra fora (Celso Gonçalves , SP, 2002, 17')
O Galante Rei da Boca (Alessandro Gamo e Luís Rocha Melo , SP, 2003, 50')
Soberano (Ana Paula Orlandi e Kiko Mollica , SP, 2005, 15´)
Documentários que pincelam a cena da Boca do Lixo:
A 'Boca do Lixo' é uma região do centro de São Paulo tradicionalmente marcada pela prostituição, a criminalidade. Durante o final da década de 1960, vários pequenos produtores transferiram suas empresas para a região, que ao longo da década de 1970, transformou-se num dos maiores pólos de produção de filmes comerciais da história do cinema brasileiro.
Mais na Programadora

Minami em Close Up (Thiago Mendonça, 2008, 18')
 O curta metragem resgata a figura insólita de Minami, quadrinista e criador da revista Cluse-up que, ao longo das décadas de setenta e oitenta, foi responsável por um certo retrato do cinema da boca do lixo, prolífico espaço de produção cinematográfica responsável pelo surgimento de um legítimo gênero brasileiro, a pornochanchada.
Mais no Polvo

MEIA-CURTAS:

11/04 (domingo) às 12h:
Cine Holiúdy – O artista Contra o Cabra do Mal (Halder Gomes, CE, 2004, 15')
Francisgleydisson é o proprietário do Cine Holiúdy, um modesto cinema no interior do Ceará nos anos 70. O projetor tem um defeito súbito, mas ele consegue resolver de forma criativa e inusitada.

Simião Martiniano, o Camelô do Cinema (Clara Angélica e Hilton Lacerda, PE, 1998, 14´)
Documentário que usa a ficção para falar sobre cinema, na perspectiva de um cineasta-camelô alagoano, radicado em Pernambuco desde a década de 50.
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25/04 (domingo) às 12h:
Acadêmicos do Morrinho – Parte I (Chico Serra , Fábio Gavião , Nelcirlan Souza e Renato Dias, RJ, 2006, 4')
Minutos antes de entrar na avenida o intérprete do samba da Acadêmicos do Morrinho, o MC Maiquinho, entra em crise e pede conselhos ao mestre Renato, colocando em risco o desfile.

Acadêmicos do Morrinho – Parte II (Chico Serra , Fábio Gavião , Nelcirlan Souza e Renato Dias, RJ, 2006, 4´)
Acadêmicos do Morrinho entra na avenida e encanta o publico. Será que a escola vai ganhar o estandarte?

Geyzislaine, meu amor (alunos da Amacine, AM, 2005, 4')
Geyzislaine é a musa da paixão de um homem, que faz de tudo para se tornar seu amado. Porém o destino nem sempre está ao lado do amor incondicional. Um romance contado ao ritmo da música brega e de elementos típicos da cultura da periferia de Manaus. 

Defina-se (Kelly Regina Alves, SP, 2002, 4')
Manifesto audiovisual sobre a trajetória dos negros no Brasil, da senzala à periferia da cidade grande. Defina-se.
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1 Responses to Marginália: Cinema

  1. Tico comentou:
  2. Citação inicial-essencial perfeita!

     

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