Música erudita na CPFL

Postado por Thiago terça-feira, 6 de abril de 2010



Em abril, a CPFL continua com sua programação de música erudita. Se você não conhece, vai para aprender e curtir, já que todas as apresentações são gratuitas!!! Todos os sábados, às 20h. Mais informações, como as obras que serão executadas, podem ser conferidas nos links de cada evento:





10/abril - Vanguarda Musical Dodecafônica Russa – Período Lunacharsky
"Este programa mostra a pouco conhecida vanguarda russa do início do século XX. Um momento que nos revela o pioneirismo estético de três compositores de uma conturbada Rússia, pós-Revolução de outubro de 1917: Arthur Lourié, Nikolai Roslavets e Jef Golyscheff. Lunacharski foi um dos fundadores do Partido Bolchevique e após a Revolução de Outubro de 1917 foi nomeado alto comissário do Narkompros (Comissariado Popular para a Educação), órgão responsável pela educação pública e pela maior parte dos eventos relacionados à cultura, cujo objetivo foi o de permitir certa liberdade intelectual a artistas e acadêmicos, com a finalidade de ganhar a confiança dos intelectuais".

17/abril - A Música Moderna que Ninguém Mais Ouve
"Este programa traz o modernismo musical europeu repercutindo o surgimento e o desenvolvimento do dodecafonismo, a certeza acerca do progresso que ele representou, além das novas possibilidades a serem exploradas com uma nova música que foi além da tonalidade. Uma arte modernista que buscou “humanizar a ordem industrial”.

24/ abril - Vanguarda Musical Russa Reprimida – Período Khrénikov
"Com a morte de Jdánov, Khrénikov foi nomeado por Stálin como secretário geral da União dos Compositores em abril de 1948, permanecendo neste cargo até 1991. Khrénikov gozou de amplos poderes para determinar o que era música “realista” transformando-se, mais de uma vez, num grande obstáculo sobretudo para Gubaidúlina, Ustvolskaia e Schnittke, ao impedir que suas composições fossem interpretadas publicamente na União Soviética, decretando-as como obras banidas. Neste mesmo contexto surgia Nikolai Kapustin na década de 1950, com a reputação de pianista, arranjador e compositor. Kapustin afirma: “Eu nunca fui um músico de jazz, nunca tentei ser um pianista de jazz real, mas tinha que fazer isso por causa da composição. Não estou interessado na improvisação – e afinal, o que é um músico de jazz, sem improvisação? Talvez por isso estejam todas elas escritas e desafiando o espírito do intérprete".

1/maio - Reação à Vanguarda – Música Política
"O último programa desta série pode ser resumido na frase “É preciso resistir”. Resistir para marcar territórios, resistir como um ato heróico, resistir aos “resistentes”. Porém sonhar o sonho da resistência transformando-a na “difícil pratica musical da liberdade”. E assim buscar o NOVO: “um grande cozido com um q de expressionismo, com um q de neoclassicismo, com um q de vanguarda, com um q de modernismo moderado, com um q de romantismo, com um q de classicismo, com um q de barroco , com um q de oriental, com um q de cultura africana, com um q de pop e rock, como disse Boudewijin Buckinx em seu livro “O Pequeno Pomo” (Ateliê Editorial, 1998)".



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