A árvore da vida - Crítica

Postado por Tiago segunda-feira, 15 de agosto de 2011


Nós fomos ver A árvore da vida, filme que estreou esta semana em Campinas.

Antes de comentar sobre o filme em si, é importante divulgar que, no Shopping Iguatemi, as sessões de domingo que começam antes das 14hrs - uma das quais a gente assistiu - custam R$ 2,50 (a meia entrada). A passagem de ônibus fica mais cara. Visitem os sites do Kinoplex (do Shopping Dom Pedro), Cinemark (do Shopping Iguatemi), Box cinemas (do Campinas Shopping), Cinesystem (do Shopping Galleria) e Topázio (do Shopping Prado) para achar mais promoções.

O filme mostra Jack, um homem, interpretado por Sean Penn, que ao se questionar sobre sua vida, relembra sua infância, buscando por respostas. São essas lembranças e suas interpretações que vão guiar esse excelente filme dirigido Terrence Malick que, além de Sean Penn, conta com Brad Pitt e Jessica Chastain, como pai e mãe do garoto Jack.

Os filmes de Malick costumam abordar temas religiosos. Foi assim com pelo menos outros dois de seus cinco filmes: Terra de ninguém e Dias do paraíso. Neste filme ele se baseia no livro de Jó, recriando a história de uma perspectiva moderna e com outros elementos bíblicos. Dentre esses outros elementos estão presentes: as figuras de Deus - o Pai - como sinônimo de onisciência, da mulher como sinônimo do pecado, as árvores da vida e do conhecimento.

Um ponto forte do filme de Malick é a beleza das cenas. O diretor filma como se estivesse pintando um quadro. A fotografia de Emmanuel Lubezki, que também fez a fotografia de Como água para chocolate, Ali, O novo Mundo e Queime depois de ler, é muito boa e emoldura a obra de arte desenvolvida por Malick.

É importante ressaltar que o filme não é fácil de assistir. As mais de duas horas de duração (139 minutos) não passam em um piscar de olhos, e, em alguns períodos, Malick exige muito da capacidade de abstração (e da paciência) do espectador. No entanto, nestes mesmos períodos, a beleza exposta na tela recompensa e impressiona.

Em alguns trechos o filme lembra 2001 - Uma odisséia no espaço, de Stanley Kubrick, e Solaris, de Andrei Tarkovsky. Realmente um filme impressionante. Não é a toa que ganhou a Palma de Ouro (o prêmio mais importante) no festival de Cannes de 2011.



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