Balanço de Cinema da Semana

Postado por Thaiza sábado, 27 de agosto de 2011


Taí um balanço do que vi nas telas campineiras, desde sexta passada, até hoje.

Lola (Werner Fassbinder)
Visto no: Kreativ
Quanto morreu: Gasolina do carro.

O filme foi lançado em 81 (um ano antes da morte do diretor) e retrata o período da reconstrução da Alemanha pós Segunda Guerra, na fase de milagre econômico .O fio condutor é a história de Lola, a cantora-prostituta de um Cabaret de luxo, que se encanta pelo rico, poderoso e aparentemente íntegro, Von Bohm, o novo diretor de urbanismo. O velho mito da Cinderela, porém em uma roupagem extremamente pop, a estética do cabaret com suas luzes intensas e coloridas, que domina todo o filme. Às vezes dá a impressão de que vemos Andy Warhol em movimento. Um retrato crítico atrelado a uma composição envolvente, vale muito a pena conhecer.


Melancolia (Lars Von Trier)
Visto no: Topazio
Quanto morreu: R$7,50 (meia) + R$5,70 do ônibus

É aquele tipo de filme para ser mastigado e pensado umas boas vezes depois. Percebe-se que o diretor continua com um padrão: personagens delicados que aos poucos, na medida em que vamos conhecendo e nos aproximando dos seus cotidianos, subjetividades e intimidades, brotam situações monstruosas. Mais uma pitada de tons apocalípticos, para nos lembrar o quanto a vida pode ser insignificante. Cutuca na ferida e escancara a máxima: de perto ninguém é normal. A temática familiar me lembrou do primeiro idealizado nos moldes do Dogma 95, o Festa de Família, dirigido por Thomas Vintenberg.


Uma Noite em 67 (Ricardo Calil, Renato Terra)
 Visto na: Casa do Lago/ Unicamp
Quanto morreu: Nada, rolou uma carona de ida.

Organizado pelo Brazucah, um projeto de incentivo ao cinema brasileiro contemporâneo. Foi bonito ver a sala cheia em uma terça a tarde para assistir: 1- filme brasileiro, 2-documentário. Comentado aqui por Tiago.


Adeus, Lenin (Wolfgang Becker)
 Visto na: Unicamp- Cineclube Película Livre
Quanto morreu: R$1,50 de café na cantina + R$2,85 de passagem de volta

A história se passa no período da queda do muro de Berlim. A mãe, assídua do regime socialista, entra em coma e ao acordar 8 meses depois, o cenário mudou completamente, o muro foi derrubado e a Alemanha esta unificada. Com a saúde frágil, ela não pode passar por grandes emoções, eis que o filho recria todo um cenário para parecer que nada aconteceu. Tons de saudosismo, comédia, sutilezas, críticas, afetos e referências cinematográficas embalam a história. Como diria Hebe Camargo, o filme é uma gracinha!


Palavra (En)Cantada (Helena Solberg)
 Visto no Sesc Campinas
Quanto morreu: R$5,70 de ônibus

Documentário leve que reúne diversos músicos e compositores para falar da relação entre poesia e a música. Inclusive há imagens do festival de 67 (iguais a do Uma Noite em 67)


Filhos de João: Admirável Mundo Novo Baiano (Henrique Dantas)
Visto no Topázio
Quanto morreu: R$7,00 + R$5,70 de ônibus

Mais um documentário sobre música do tipo "histórico-homenagem". Os músicos e afins contam a história da banda, desde a Bahia, passando pela casa no Rio de Janeiro, a presença e importância de João Gilberto na trajetória da banda, a vida no sítio, o contexto artístico (nem tanto o político), alguns causos até a separação do grupo. Mais imagens e filmes da época. Um deleite pros olhos e ouvidos!

Pois é, cinema esta bom, muitas opções gratuitas e diversidade considerável, mas o ônibus tá caro!

Parte do acervo de filmes do MIS-Campinas/ Foto: Thaiza

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