Roteiro Turístico do Centro Histórico

Inauguramos, com muito orgulho o nosso primeiro roteiro turístico da cidade de Campinas. Essa iniciativa marca nosso interesse em diversificar as atividades do CultCPS e agregar colaboradores nos mais diversos projetos que ajudem a preservar o patrimônio e a história da cidade. De quebra, um programaço para aquele sábado preguiçoso, confira!

Castro Mendes!

Cinco anos e R$ 10,3 milhões depois, abre o Teatro Castro Mendes no dia 30. É talvez um dos casos mais vergonhoso de descaso com o patrimônio público na história recente da cidade. Finalmente o público poderá verificar os trabalhos de reforma. A programação já saiu. Confira, prestigie e fiscalize!

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Instante - Experiência/Acontecimento em Arte e Tecnologia

Postado por Thaiza domingo, 16 de outubro de 2011 0 opinaram

O Projeto Instante - Experiência/Acontecimento em Arte e Tecnologia, que já apareceu por aqui, segue de vento em popa até novembro. Confira a programação até o final de outubro, do site do SESC:

19/10 (qua) às 20h: Bate Papo Sobre Arte E Tecnologia 
Debate que aborda questões atuais da arte e tecnologia, quando estas juntam-se para uma nova proposta de reconhecimento do mundo contemporâneo e das diversas mídias. Com os pesquisadores e curadores de arte: Marcio Harum, Christine Mello, Luiz Diniz e Silvio Ferraz. Local: Salas de Atividades do Galpão.
Grátis!

26/10 (qua) às 20h: In/Out

Proposta multimídia caracterizada como um encontro performativo. Através do uso de tecnologias digitais em tempo real, sensores captam os detalhes que são descartados por nossos cérebros por conta da voracidade do pensamento contemporâneo, para serem processados pelos artistas e amplificados em som e imagem em cena. Com vjpalm e convidados. Local: Galpão Multiuso.
Grátis!
 
Instalação da Exposição Instante. Foto: Thaiza
26/10 (qua) às 20h: Storm
Composição audiovisual apresentada em um espetáculo de improvisação multimídia que tem como tema o embate do ser humano com o desconhecido, seus limites e tentativas de transposição. Criada a partir de centenas de pequenos arquivos de vídeo captados por ele de paisagens da Mata Atlântica brasileira e da costa marinha do sul da Inglaterra. Os arquivos de video e áudio são manipulados ao vivo em grande velocidade, com sobreposições e processamentos digitais que transfiguram sua feição original numa linguagem visual de forte impacto. Livre.Com luiz duVa. Local: Galpão Multiuso.
 Grátis!

OFICINAS

22 e 23/10 (sáb e dom), das 14h às 18h: Experiências Em Cinema Vivo
A oficina por meio das dinâmicas em grupo desenvolve um cinema-vivo, no qual o público é convidado a interagir e participar de uma experiência artística de sensações, sons e imagens. O Cinema Vivo ou Teatro de Sombras nos leva a uma nova experiência com a linguagem corporal nas suas infinitas possibilidades expressivas por meio da performance coletiva. Com Membrana Experimental Fiatlux. 20 vagas. Material Incluso. Local: Galpão Multiuso. Inscrições na Central de Atendimento.
    
R$ R$ 20,00    [inteira]
R$ R$ 10,00    [usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino]
R$ R$ 5,00    [trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes]

25 a 28/10 (ter à sex), das 20h às 22h: Espaços Da Arte À Linguagem Da Informação
 A oficina apresentará aspectos que compõem o universo da produção artística contemporânea, e suas relações com outros campos do conhecimento, por meio de uma experiência coletiva e da aproximação prática, histórica e teórica dos processos de produção em uma exposição de arte, onde se articulam situações culturais e sociais ao refletir o que acontece quando o real – a cidade, a vida cotidiana, a mídia, a arte – é inserida no interior de um 'espaço expositivo da arte', ou quando o inverso acontece. Com Beto Shwafaty. 20 vagas. Local: Galpão Multiuso. Inscrições na Central de Atendimento.
  
R$ R$ 20,00    [inteira]
R$ R$ 10,00    [usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino]
R$ R$ 5,00    [trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes

29 e 30/10 (sáb e dom), das 14h às 18h: Criando Arte Com Projetores   

A oficina pretende apresentar diferentes formas de interferir visualmente no espaço utilizando um projetor, bem como proporcionar ao participante a experiência prática de criar material gráfico e captar suas próprias imagens. A oficina contará com referências de trabalhos de diferentes artistas na área e a introdução de técnicas, como a live painting, a projeção mapeada e a mixagem de imagens e vídeos em tempo real. Com Várzea Ilustrada. 20 vagas. Local: Internet Livre. Inscrições na Central de Atendimento. Participantes devem levar máquina fotográfica para as aulas.

R$ R$ 20,00    [inteira]
R$ R$ 10,00    [usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino]
R$ R$ 5,00    [trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes]

Aproveite para visitar e interagir com a Exposição Instante, instalada no galpão que inaugurou recentemente:

Arte e Tecnologia (música, vídeo, exposição) no Sesc

Postado por Carla sexta-feira, 23 de setembro de 2011 0 opinaram

Começa no final desse mês a programação Instante - Experiência/Acontecimento em Arte e Tecnologia, que tem a proposta de trazer misturas multimídias, música, vídeos, exposição tudo junto e misturado! Quem gosta ou quer conhecer taí oportunidade de ouro.

Projeto que circula em torno da arte e tecnologia, e traz um panorama da produção brasileira desde os anos 1960, com trabalhos de importantes artistas e apresentações de live arte, obras únicas, criadas no instante em que são apresentadas. A característica marcante de Instante é a interatividade, já que a exposição permite criar experimentos artísticos através de mesas de luz e som disponíveis aos visitantes. Além disso, uma programação paralela de cursos, oficinas e batepapos com artistas e especialistas apresenta, discute e desenvolve temas e processos de trabalho em arte e tecnologia. Experimentar, criar, sentir: INSTANTE.

foto flickr Cena Carioca, VideoAtaq em Santa Teresa

Começa dia 26 (segunda) com Homemáquina às 20h, quando o coletivo VideoAtaq faz intervenções urbanas com projeções de vídeo por diversos prédios de Campinas. Reinterpretação da relação entre homem e máquina, a máquina enquanto parte constituinte do homem contemporâneo, uma relação onde já não há mais espaço para a alteridade, sendo a máquina extensão do próprio corpo humano.


E no dia 28 (quarta) a partir das 20h tem a abertura da exposição que leva o nome do projeto, Instante - Experiência/Acontecimento em Arte e Tecnologia, com performance de Laborg+Liquidus Ambiento e Otávio Donasci!!A exposição fica aberta para visitação até dia 21 de novembro.

Não conheço a exposição (inédita, né) mas conheço os artistas que farão as performances da exposição e digo que é imperdível!!!

A exposição: projeto inédito no Brasil - A exposição reúne vídeos, instalações e performances audiovisuais de 22 artistas e coletivos de arte que desafiam a percepção sensorial dos visitantes, com uma programação paralela de cursos, oficinas, mesas de debate com especialistas e apresentações de live arte, que são obras únicas e instantâneas; e exibições de videomapping, projeções em edifícios da cidade.

Um pouquinho de Laborg pra nós (e quem quiser ouvir Liquidus Ambiento é só acessar o link em cima do nome, use e abuse dos links):



TUDO É GRÁTIS!!!

(texto de divulgação do Sesc Campinas)

[SESC] Oficina Artes Visuais + Dança + Música + Teatro Infantil

Postado por Thaiza domingo, 22 de abril de 2012 1 opinaram

Confira a programação recheada e diversificada que acontece no SESC Campinas essa semana:

:: OFICINA :: INTRODUÇÃO ÀS ARTES VISUAIS: BIDIMENSIONAIS: DESENHO, PINTURA E COLAGEM 
Dias 25, 27/04, 02 e 04/05, quartas e sextas, às 19h30. 

A oficina terá uma abordagem interdisciplinar sobre o desenho, pintura e colagem e seus desdobramentos relacionados às práticas e experimentações de materiais e exercícios com recortes temáticos. Com Lucas Costa. Material incluso. 20 vagas. 14 anos
R$ 7,50 (trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo matriculados e dependentes)
R$ 15,00 (usuários matriculados, estudantes com carteirinha, terceira idade, professores da rede pública)
R$ 30,00 (demais interessados) 

:: DANÇA :: BASTIDORES DA DANÇA: CÁ ENTRE NÓS
Dia 26. Quinta-feira, 20h 

“Cá entre Nós” é um diálogo entre dança, fotografia e literatura, livremente inspirado na obra de Adélia Prado. No espetáculo, a partir do contato com a obra literária, geram-se estados corporais que são explorados na cadência da coreografia, em relação com as imagens fotográficas projetadas no espaço cênico, estabelecendo um jogo de percepções que culmina em uma construção poética do movimento dançado. Concepção e interpretação: Jussara Miller; direção, dramaturgia e cenografia: Norberto Presta.14 anos. 
R$ 8,00 (trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo matriculados e dependentes) 
R$ 4,00 (usuários matriculados, estudantes com carteirinha, terceira idade, professores da rede pública) 
R$ 2,00 (demais interessados) 

:: MÚSICA :: BANDA KOISA NOSSA 
Dia 27. Sexta, 15h30 

A banda apresenta os grandes clássicos que marcaram a história da musica nacional e internacional, passando por diversos ritmos. Livre. Grátis! 

:: DANÇA :: BASTIDORES DA DANÇA: CLARIARCE 
Dia 27. Sexta-feira, 20h 

Clariarce é um diálogo entre dança, fotografia e literatura, livremente inspirado em “Água Viva” de Clarice Lispector. Neste espetáculo, variadas dinâmicas corporais se interceptam num jogo de conexões intertextuais: textos coreográficos, literários e fotográficos, num vai e vem de sensações que se derramam numa fluidez poética no instante ao vivo. 16 anos. 
R$ 8,00 (trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo matriculados e dependentes) 
R$ 4,00 (usuários matriculados, estudantes com carteirinha, terceira idade, professores da rede pública) 
R$ 2,00 (demais interessados) 

:: MÚSICA :: SESC NA CAPELA
Dia 28. Sábado, 16h . Capela Nossa Senhora da Boa Morte - Centro

Em parceria com o ISI (Instituto de Saúde Integrada), o SESC Campinas realiza uma série de concertos com vistas à promoção do trabalho de restauro de um importante patrimônio histórico arquitetônico, a Capela Nossa Senhora da Boa Morte, localizada no centro da cidade. Grátis! 

Euphonismo 
O quarteto de bombardinos (ou euphonium) apresenta obras escritas originalmente para esta formação além de transcrições para o instrumento. Com Wilson Dias, Thiago Caires , Rafael Dias e Marco Antonio. 

:: DANÇA :: WORKSHOP: A ESCUTA DO CORPO - TÉCNICA KLAUSS VIANNA
 Dia 28. Sábado, 14h. Sala Corpo e Arte. 

Esta atividade, ministrada por Jussara Miller, visa fornecer referenciais práticos para o desenvolvimento da pesquisa no campo das artes corporais, enfocando a flexibilização da postura e a conscientização corporal, abrangendo variados tópicos para o estudo do movimento e visando desenvolver a percepção corporal e fornecer elementos necessários para a exploração do movimento consciente, apoiada nas próprias vivências. Inscrições antecipadas. 15 vagas. 18 anos 
R$ 4,00 (trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo matriculados e dependentes) 
R$ 2,00 (usuários matriculados, estudantes com carteirinha, terceira idade, professores da rede pública) 
R$ 1,00 (demais interessados) 

:: INFANTIL :: TEATRO EM CENA: CARTAS DE UM MENINO VIAJANTE 
Dia 28. Sábado, 16h 

Numa estação, um homem encontra um menino que dorme em um banco. Numa relação quase paternal, o homem ajuda o menino a contar sua história. E assim, ele o faz. Através das cartas que ele traz em sua mala, vamos viajando também pelas histórias de amores, encontros, despedidas, alegrias e tristezas. Uma delicada história com a Cia Polichinelo de Teatro de Bonecos. 
R$ 1,00 (trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo matriculados e dependentes) 
R$ 2,00 (usuários matriculados, estudantes com carteirinha, terceira idade, professores da rede pública) 
R$ 4,00 (demais interessados) 

:: MÚSICA :: TARDE DE DOMINGO: BALAIO – PRA CORDA, CANTO E TAMBOR
Dia 29. Domingo, 16h30 

Formado por cinco integrantes, numa composição de vozes, cordas e percussão, o grupo constrói um repertório baseado nos diversos ritmos, formas de cantos e melodias das manifestações musicais da cultura popular brasileira. Pedro Fonseca: violão, viola, rabeca e voz. Tiago Conti: percussão e voz. Eduardo Fonseca: baixo. Priscila De Col: percussão e voz. Carolina De Col: percussão, voz e efeitos. Grátis! 

:: INFANTIL :: OZOM - O QUINTAL ENCANTADO 
Dia 29, domingo, às 11h30 

O espetáculo musical infantil de A Cia. do Balacobaco é uma adaptação livre da obra poética de Paulo Afonso Tchê (O jardim Ozom). A peça conta a história de um menino que "se planta" em um quintal e ambos se iluminam no processo de fotossíntese. A encenação cria uma metáfora para discutir a observação dos seres vivos que nos rodeiam. A proposta do espetáculo além de entreter e divertir é a de buscar um diálogo direto com a plateia para abordar assuntos sobre a educação ambiental, a coleta seletiva de lixo, a reciclagem e uma reflexão sobre a posição de cada um de nós no planeta e como agiríamos diante da possibilidade de trocarmos de lugar com uma árvore. Grátis! 
  
Imagem: Site do SESC
Rua Dom José I, 270/333 – Bonfim, Campinas/SP (Perto da Rodoviária)

[SESC] La fora frio, aqui a mil: Alice Ruiz é destaque da programação

Postado por Thaiza terça-feira, 10 de julho de 2012 1 opinaram

ATIVIDADES DO LÁ FORA FRIO, AQUI A MIL RECEBE INTERVENÇÕES POETICA E MUSICAL INSPIRADAS NA ESCRITORA ALICE RUIZ

(Fonte: Divulgação SESC Campinas)

Dando continuidade às atividades do Especial de Literatura – Lá Fora Frio, Aqui a Mil, o SESC Campinas realiza Intervenções Poética e Musical, com apresentações musicais que remetem à carreira de Alice Ruiz, como o show Soma das Penas, em que o cantor e violonista Vinicius Leite apresenta as canções compostas pela escritora. Em Para Ruth, o músico Eduardo Santhana apresenta poemas que Ives Granda fez, inspirados em sua mulher, Alice Ruiz.

Também acontecem dentro da programação saraus, bate-papos e o projeto Letras e Paladares, que esse mês traz o encontro servido de arroz com pinhão para degustação.

Confira a programação completa do Lá Fora Frio, Aqui a Mil e também de outras atividades que acontecem durante o mês.


DIA 12. QUINTA– FEIRA
ESPECIAL DE FÉRIAS – LÁ FORA FRIO, AQUI A MIL
INTERVENÇÕES POÉTICA E MUSICAL
Soma das Penas
O cantor e violonista Vinicius Leite apresenta canções composta por Alice Ruiz e Itamar Assumpção, acompanhado pelo baixista Pedro Marcondes e do percussionista Ilker Ezaki, com a participação de um ator convidado que interpreta poemas da autora.
Dia 12. Quinta, 21h. Espaço Expositivo. Grátis. 12 anos

MÚSICA
CIRCUITO SESC DE MÚSICA
Eduardo Santhana
No show "Para Ruth", música e poesia estão juntas em uma apresentação que reúne uma seleção de poemas de Ives Gandra, inspirados na esposa Ruth, musicados por Eduardo Santhana.14 músicas compõem o show, que também traz gravação do Dr Ives Granda declamando poesias.
Dia 12. Quinta, 20h. Teatro SESC. Grátis. 14 anos

CULTURA DIGITAL
LABLIVRE
(Re)Construa seu Controle Arcade!
Usando sucata eletrônica, conceitos básicos de engenharia reversa, soldagem e eletrônica construa um controle árcade.
Dias 12, 19 e 26. Quintas, 14h. 12 vagas.
Sala de Internet Livre. Grátis. Livre.

DIA 13. SEXTA– FEIRA
ESPECIAL DE FÉRIAS – LÁ FORA FRIO, AQUI A MIL
INTERVENÇÕES POÉTICA E MUSICAL
Canteiros de Poemas
Nesse Sarau, um repertório especialmente dedicado à obra de Alice Ruiz. Com Laura Campanér, André Calixto e Fábio Daros.
Dia 13. Sexta, 20h. Espaço Expositivo. Grátis. 12 anos

MÚSICA
CIRCUITO SESC DE MÚSICA
Mona Gadelha
A cantora e compositora Mona Gadelha lança seu quinto disco, “Praia Lírica, um tributo à canção cearense dos anos 70”. Concebido para voz e piano, Mona é acompanhada por Fernando Moura, também autor dos belos arranjos.
Fernando Moura fez pós-graduação em música para cinema, TV  e multimídia na Grã Bretanha e tem arranjos nas letras de Fagner, Oswaldo Montenegro, Francis Hime, Zé Ramalho, Belchior, Armandinho, Elba Ramalho, Marisa Monte, Simone, Verônica Sabino, Paulo Moura, Marcos Suzano, entre outros.
Dia 13. Sexta,  20h. Teatro SESC. Grátis. 16 anos

OFICINAS
CENOGRAFIA – INTRODUÇÃO E FEITURA DE CENÁRIOS

Os alunos conhecerão várias técnicas utilizadas numa produção cenográfica para animação, teatro, cinema, TV e shows. No decorrer do curso, os participantes irão criar e confeccionar um projeto fictício de cenografia, que serve de base para qualquer trabalho nesta área. Além disso, terão acesso a imagens de trabalhos e a história de artistas da história da arte como inspiração. A atividade será conduzida pela artista plástica Roberta Santana. Os interessados devem efetuar a inscrição na Central de Atendimento. O material está incluso e as vagas são limitadas.
Dias 13, 20 e 27 e 03/08. Sexta, 19h30. Sala de Atividades 2. 14 anos.
R$ 7,50 (trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo, matriculados e dependentes)
R$ 15,00 (usuários matriculados, estudantes com carteirinha, terceira idade, professores da rede pública)
R$ 30,00 (demais interessados)

DIA 14. SÁBADO
ESPECIAL DE LITERATURA – LÁ FORA FRIO, AQUI A MIL
BAÚ DE HISTÓRIAS
O Homem que plantava sonhos: Um passeio pelo universo do nosso maior contador de histórias, Monteiro Lobato, procurando realçar o clima de aventura e magia das suas histórias e apresentar, às novas gerações, um pouco da obra de Lobato e suas eternas criações.
Dia 14. Sábado, 14h. Espaço expositivo. Grátis. Livre.

INFANTIL
TEATRO EM CENA
Música para Brincadeira de Roda
“Músicas para Brincadeiras de Roda" é inspirado na marujada, auto tradicional da cultura brasileira com músicas recolhidas do cancioneiro popular, arranjadas pelo grupo. Trata-se de um musical para crianças, onde resgatamos antigas cantigas de roda adaptadas e apresentadas de forma lúdica e interativa. Com o Grupo Travessia Cultural.
Dia 14. Sábado, 16h. Espaço Arena. Grátis. Livre

DIA 15. DOMINGO
ESPECIAL DE LITERATURA – LÁ FORA FRIO, AQUI A MIL
BATE-PAPO
Chocolate com Letras - As Três Marias
Bate-papo com o ator e diretor da Cia Fios de Sombra (Campinas), Rafael Curci, que lançou seu livro infantil, "As Três Marias”, uma trilogia de contos breves, que têm em comum os estranhos acontecimentos que marcam os destinos das personagens no instante em que elas nascem. Após bate-papo sobre o livro, o autor encenará uma das histórias utilizando a técnica do teatro de sombras.
Dia 15. Domingo, 14h. Foyer Teatro SESC. Grátis. Livre

INFANTIL
CIRANDA
Circo – Bang Bang a Pastelana
Três artistas mambembes viajam para cidade de Dog Bur City a fim de apresentar seu show. No mesmo dia e na mesma cidade surgem três bandidos procurados, que são idênticos aos artistas, e estão dispostos a realizar um assalto ao banco. Bang Bang à Pastelana é um faroeste regado a trapalhadas, trapaças e confusões. Com Trupe Irmãos Atada.
Dia 15. Domingo, 11h30. Espaço Arena. Grátis. Livre

PARA CRIANÇAS DE 0 A 6 ANOS
Interação Musical para Bebês - Caixinha de Música e Um pouco de Tudo
Intervenção musical direcionada a bebês e crianças de até 4 anos, que utiliza a música como recurso para a interação, o brincar e a convivência. Com o Duo Baby Arts. Cada criança pode estar acompanhada por, no máximo, 2 adultos. Vagas limitadas. Distribuição de senhas com 30 min de antecedência.
Dias 15 e 22. Domingos, 10h às 10h50 e das 11h às 11h50. Sala de Atividades 1.

MÚSICA
TARDE DE DOMINGO
Doca Furtado: Cigano ou Monge?
Nascido em Salvador, Doca Furtado mudou-se aos 5 anos com a família para Aracaju. Começou a tirar melodia no violão aos 16 anos e, desde então, tem o instrumento como seu amigo inseparável. Começou a criar versos que se transformaram em versos e sonetos, o que o permitiu participar de diversos eventos e festivais. Vive em Campinas e divide seu tempo com atividades de músico, cantor, instrumentista, poeta, letrista e compositor.
Em Cigano ou Monge?, apresenta a diversidade e possibilidades da Música Popular Brasileira ao transitar por diversos ritmos, desde o maracatu até o hip hop, sem abrir mão da poesia característica dos trabalhos do compositor.
Dia 15. Domingo, 16h30. Área de Convivência. Grátis. Livre.

DIA 17. TERÇA-FEIRA
ESPECIAL DE LITERATURA – LÁ FORA FRIO, AQUI A MIL
APRESENTAÇÃO POÉTICA E MUSICAL
Paralelas
Alice Ruiz, poeta, haicaísta, letrista, e Alzira E, cantora, compositora e instrumentista, conheceram-se por intermédio de Itamar Assumpção, parceiro de ambas. Juntas, lançaram o CD Paralelas, cujo repertório será apresentado nesse Sarau de música e poesia, que trará Alzira E cantando e tocando suas músicas e Alice Ruiz declamando seus belos poemas.
Dia 17. Terça, 9h. Ginásio da FE – Faculdade de Educação - UNICAMP. Grátis. Livre.


 
Contação de Histórias
Viagem ao mundo através dos Contos
A Contadora de História Paula Negrão vai compartilhar suas bagagens repletas de livros e histórias de quatro países: África, Índia, Inglaterra e Japão.
A viagem ao mundo do Era Uma Vez será uma aventura com curiosidades, emoções, surpresas, encantamentos e, principalmente, uma descoberta da grande diversidade cultural presente em cada um dos continentes, países e povos do nosso planeta.
Dias, 17, 18,19. Terça, quarta e quinta. 15h. Palco da Feira – UNICAMP. Grátis. Livre.

INTERVENÇÕES POÉTICA E MUSICAL
Baú de Alice

Nesse sarau, momentos de vida, pensamentos e poesia da poetisa Alice Ruiz. Os poemas neste Baú reúnem lembranças e escritas da escritora. Com as atrizes Alessandra Brantes e Azê Diniz, convidado Kleber Albuquerque.
Dia 17. Terça, 20h. Espaço Expositivo. Grátis. 12 anos

OFICINAS
REAPROVEITANDO MATERIAIS
Confecção de Chaveiro Post-it e Porta-velas
Aprenda a construir um chaveiro post-it e um porta velas a partir da utilização de materiais recicláveis, colaborando na difusão dos conceitos de reutilização, aproveitamento, reciclagem e diminuição do desperdício. 20 vagas. Material incluso. 20 vagas
Dia 17, 19, 24 e 26. Terça e quinta, 19h30. Sala de Atividades 2. 14 anos.
R$ 7,50 (trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo, matriculados e dependentes)
R$ 15,00 (usuários matriculados, estudantes com carteirinha, terceira idade, professores da rede pública)
R$ 30,00 (demais interessados)

DIA 18. QUARTA– FEIRA
ESPECIAL DE LITERATURA – LÁ FORA FRIO, AQUI A MIL
INTERVENÇÕES POÉTICA E MUSICAL
Letras & Paladares
Uma forma gostosa de unir literatura e gastronomia. Nesse encontro, Guca Domenico falará sobre a poetisa Alice Ruiz e Seu Agostinho, nos presenteará com um gostoso arroz com pinhão para degustação. Participação especial de Fandango Urbano.
Dia 18. Quarta, 20h. Área de Convivência. Grátis. 12 anos


[Cultura e Experiência] - Instante

Postado por rafaelc domingo, 2 de outubro de 2011 0 opinaram


O CultCPS esteve presente na coletiva de imprensa da exposição de arte e tecnologia no novo Galpão cultural do SESC Campinas. E mais, participamos também da abertura do evento na 4a feira à noite.

Uma alegre surpresa para essa coluna quando do encontro com a exposição Instante: experiência/acontecimento, cuja temática privilegia a questão da experiência e do acontecimento.

Já no início da coletiva Gustavo Torrezan (curador da mostra junto com Melina Marson – ambos do SESC) apresentou o convidado conceitual da mostra - Gilles Deleuze - na perspectiva de pensar um outro tempo (do instante).

A exposição vai até novembro e conta com diferentes atividades que extravasam a própria exposição como cursos, oficinas e bate-papos.

Liquidus Ambiento e Laborg, na abertura da Exposição
Nessa nossa era da informação, muitas coisas acontecem mas pouco efetivamente nos acontece, nos mobiliza e, nesse sentido, a experiência tem sido muito banalizada na contemporaneidade.

Arte, tecnologia, experiência, acontecimento, interatividade... elementos que mesclados como na exposição definitivamente se potencializam.

Abaixo, uma pequena amostra para você que ainda não teve a oportunidade de conhecer a exposição. No vídeo, Gustavo Torrezan e Melina Marson problematizam a questão do tempo que a exposição traz consigo.

Valeu Tha pela força na edição!!! E ao I-mago pelo apoio técnico!

Temporada SESC de Teatro

Postado por Thiago terça-feira, 13 de julho de 2010 0 opinaram

A nova edição da colaboração entre SESC e o FIT (Festival Internacional de Teatro de Rio Preto) já está aí. Não preciso dizer que é mais uma das melhores programações da cidade!

"(...) produções caracterizadas pela ousadia, a busca pelo novo e o caráter experimental, em processos que exploram diferentes maneiras de comunicação. O SESC Campinas traz também dois espetáculos da cidade, entre eles a estréia da Cia Troada".


18/julho - 18h - A Porta - $8

Com Cia Troada (Campinas/SP). Espetáculo livremente inspirado na obra do escritor Franz Kafka, que enfatiza os aspectos oníricos de sua criação. Para isso a Cia. realizou investigação com máscaras inteiras exagerando o caricatural da figura humana, aproximando-se da linguagem dos quadrinhos. Direção: Vinicius Torres Machado. Atuação: Ana Caldas Lewinsohn, Beto Souza e Elisa Rossin.


20/julho - 20h - DentroFora -
$8
"Com Cia. In.co.mo.de-te (RS). Releitura da obra de Samuel Beckett, Dias Felizes, o espetáculo é uma metáfora sobre o ser humano contemporâneo. Na trama, dois personagens chamados apenas de O homem e A mulher se encontram presos dentro de duas caixas. Eles pensam em sua condição e relembram fatos de suas vidas. A peça explicita a imobilidade do ser humano perante a vida cotidiana, a partir das ações interiores dos personagens. De Paul Auster. Direção: Carlos Ramiro Fensterseifer. Atuação: Liane Venturella e Nelson Diniz".

21/julho - 20h - Hagoromo - $8
"Coreografia e interpretação de Emilie Sugai (SP). Espetáculo de teatro-dança que recria a peça de Motokiyo Zeami (1363-1443) - artista responsável pela criação do Teatro Nô. Pode ser entendido como um grande haicai ou um poema dançado, que apresenta dois personagens antagônicos: Hakuryo, um pescador de coração pétreo da Baía de Milho, e Tennin, anjo budista que vem recuperar Hagoromo, o manto divino sem o qual não poderá retornar ao céu. Prêmio APCA 2009. Direção de Fabio Mazzoni. Atuação: Emilie Sugai e Rodrigo Ramos".

22/julho - 20h - Abracadabra - $8
"Com Luiz Päetow (SP). Projeto criado com o intuito de propor outro caminho na dramaturgia e nova experiência cênica, questionando o limite do que entende-se por Teatro e Arte. Disposto a atravessar a zona que separa o palco - que representa a vida, da coxia - a morte, o ator se arrisca na ausência total de suporte ficcional para descobrir, com o espectador, o instante de comunhão que ocorre antes da saída de cena. Texto, concepção e atuação de Luiz Päetow".

23/julho - 20h - Corra como um Coelho - $8
"Com Cia. dos Outros (SP). Num requintado salão de um palacete antiquado, em meio a papéis de parede, bichos empalhados e pratarias empoeiradas, as personagens se esbarram na tentativa de se esconder umas das outras – ou de si próprias. Uma dondoca pós-moderna com tendências suicidas, um estrangeiro carente que se revela um assassino em potencial e um rapaz mudo insaciável por pequenas desgraças transitam nesse ambiente de polidez e moderação. Direção: Fernanda Camargo. Atuação: Carolina Bianchi, Pedro Cameron e Tomás Decina".

25/julho - 18h - Hay Amor! - $8
"Com Os Geraldos (Campinas/ SP). Um banco de praça de uma cidade do interior dá lugar a imagens e sensações de um grupo de amigos que tenta, por todos os meios, representar o amor, no esforço de dizer o indizível. Misturando dança, teatro e vídeo, o espetáculo procura falar, por meio de cenas entrelaçadas, da necessidade humana de amar e ser amado. Direção: Verônica Fabrini. Atuação: Carolina Delduque, Clarissa Moser, Douglas Novais, Gisele Nunes, Gustavo Valezi, Maíra Coutinho".

United VJs: Projeção de vídeo na Catedral

Postado por Tel segunda-feira, 10 de outubro de 2011 1 opinaram

O projeto Instante (SESC) traz o pessoal do coletivo United VJs que fará projeção de imagens amanhã (terça-feira), às 20hs na Catedral Metropolitana.



O nome da projeção de vídeo se chama "video mapping", pois se trata de uma projeção mapeada em edifícios públicos e referenciais de uma cidade. O coletivo já realizou videos mapping em outros países, como Bolívia, Portugal, Espanha, inglaterra e Hungria.

Veja mais sobre os VJs de alto-escalão envolvidos:





Rodas de Leitura

Postado por Thaiza segunda-feira, 21 de setembro de 2009 0 opinaram

A Centopéia e o Maquinista

ferrovia

o coração verde
da centopéia

não palpita


trilhos

caminha
sem dar ouvidos

aos gritos do trem

(Marco Aurélio Cremasco)

Confesso que nunca me enveredei pelos caminhos poéticos. Quando se é adolescente, ou se tem um clique mágico que desperta, ou se resigna a gramática literária escolar, que nunca apeteceu. Poemas floreados, vaidosos, aportuguesados cheio de inversões, densos e que invocam dramalhões tão inatingíveis, que até entender as primeiras composições, já se perdeu o instante afetivo. Eis que um dia me fui apresentada a Manuel Bandeira. Como alguém pode falar de amor com um porquinho da índia? Me pegou de jeito. E do melhor jeito. Desmontou toda armadura. Desconcertou. Simples, singelo e significativo.

Isso pra dizer que ainda não mergulhei nos caminhos poéticos, mas que vez ou outra algo me pega de jeito e provoca um sorriso de canto de boca espontâneo. E o autor da epígrafe-anzol é o convidado da Roda de Leitura do Sesc deste mês. Aqui tem mais iscas.

Batendo um papo com rodistas convictos, Alê Toresan, João Antônio e Marco Bueno, soube que Cremasco, invés de levar textos de outros autores pra leitura, bota-os em carne e osso no meio da roda. Nesta quarta, o convidado é Eustáquio Gomes (que estará no debate “Cronistas do cotidiano – quando a vida se transforma em literatura”, junto a Rubem Alves, na Saraiva dia 29, vide aqui).

As rodas - ou missas - acontecem 19h30, toda bendita quarta-feira, no Sesc e sem dízimos.

Foto: Alê Toresan, valeu!

Cecília Prada em Campinas

Postado por Cris quinta-feira, 18 de março de 2010 0 opinaram


Cecília Prada nasceu em Bragança Paulista, São Paulo, 1929. Ficcionista, ex-diplomata de carreira, historiadora, dramaturga, tradutora e jornalista com um Prêmio Esso na estante (pelo polêmico Menores do Brasil: a loucura nua). Como contista, publicou Pontomorto e O Caos na Sala de Jantar, que recebeu o Prêmio de Revelação da APCA. Autora também de Estudos de Interiores Para Uma Arquitetura da Solidão. Ganhou o prêmio Revelação de Autor da APCA-1978 e o Prêmio ESSO de Reportagem-1980. Tem contos publicados, em antologias, na Alemanha, na Suíça, na Itália, nos Estados Unidos, Suécia e está este mês no SESC Campinas.

Às quartas, sempre às 21h30, está provocando o público com textos literários no RODA DE LEITURA. Ela é membro titular da Academia de Letras e Artes de Campinas e do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo e escreve artigos sobre Literatura Brasileira e História para várias revistas e jornais, como Problemas Brasileiros, editada pelo SESC-SP.
Dias 3, 10, 17, 24 e 31. Quartas, 19h30 às 21h30. Sala de Atividades 2. Grátis.

Cecília também desafia os participantes com exercícios de escrita para contos na OFICINA: Conto, pontos e pespontos. Mas corram, são apenas 20 vagas.
Inscrições antecipadas na Central de Atendimento.
R$ 1,00 (trabalhador do comércio de bens e serviços matriculado e dependentes) / R$ 2,00 Usuário Matriculado e maiores de 60 anos, estudantes com carteirinha e professores da rede pública) / R$ 4,00 (Público em geral).
Dia 27. Sábado, 14h às 17h. Sala de Atividades 2.

Serviço:
Foto: Livro de contos Faróis Estrábicos na Noite (porque não achei nenhuma foto da mulher!)
SESC CAMPINAS
Rua Dom José I, 270/333 – Bonfim
Campinas – SP
Fone: (19) 3737-1500

AQUECENDO – PARA GOSTAR DE LER

MANÉ FULÔ – Cecília Prada
(Baseado no conto “Corpo Fechado” de João Guimarães Rosa – incluído na antologia “Quartas Histórias”, org. de Rinaldo de Fernandes – Garamond, Rio, 2006)

As coisas que se passam nesse sertão que por aí, ninguém sabe ao certo. O sertão é a terra do espicha-beiço, do diz-que-vale. De todos-falam, ninguém-sabe, reparou? Terra das coisas que crescem no sem-mais, ampliadas verdades, no cada-dia. Mesmo porque, me diga, onde é o sertão hoje? Que tem, por aí, ainda tem, por esse Brasil afora, tão grande. Aquilo que só se sabe, se adivinha, de escuro, de fechado, longe e impossível. Mas este lugar agora, Laginha, que era sertão antes, não, não agora. Depois da barragem, depois da BR que passou por aí, não se sabe mais, já viu sertão de verdade com TV, com as pessoas ficando em casa para ver novela? O sertão ficou foi nas estórias da gente, as lembradas pelos velhos, dos outros tempos.
De Mané Fulô, então? Me lembro. Até conheci, morreu muito velho. E ouvi muitas vezes, me disseram, essa estória então, de tantas vertentes... que anda por aí, engrossada até. Daquele menino, sim, mofino e tristinho, encorujado de nascença, parecia, o Manezinho que ninguém dava nada por ele, gente dos Véiga, tudo meio bicho-do-mato, às vezes juntavam dois num burro mambembe, vinham vender no povoado um cacho de banana-ouro, meio saco de polvilho, umas coisas. O menino enfezado, sim, que vinha da roça com a mãe, viviam aparecendo na casa do Coronel Peixoto – o daquela casa grande, oito janelas fechadas dando para o pátio da igreja, oito janelas escancaradas para o largo, vistosa, reluzindo nos caixilhos verdes, na lisura do reboque retocado todo o ano.
Diziam que era filho natural do Coronel. Dos tantos.
A mãe empurrava o menino, “toma a benção do Padrinho”, ele se enroscava, tosco e transido, se esfregando no batente da porta, amassando sem jeito um boné de brim pardo, muito sujo.
Um menino que nunca ninguém ouviu falar, naquele tempo, nunca. Paresque que nem tinha voz. Que de vez em quando levava uma moeda jogada pelo padrinho coronel num quase nojo, “toma aí, ô moleque”.
Mas que ia crescendo, muito magro, de olhar enviesado. De prosa pouca no normal, depois se desenrolando aos trancos, no botequim – ia crescendo nele uma animação, pegava até a conversar com qualquer um. Dizem até que, já homem, se pegou de amizade com um moço-doutor, médico, que veio da Capital e morou uns tempos em Laginha, um que gostava de puxar prosa com todo mundo – meu pai contava, que eu era menino nesse tempo, sabe. Diz que de repente, no meio da conversa, esse moço-doutor puxava de um caderninho preto de capa de oleado, tomava nota de tudo – meio estranho, ele. Por aqui já passou muita gente.
Assim que, parecia, tivesse dois Mané Fulô – um que era aquele meio-traste de se ver, miúdo, baixinho mesmo, coisa de pouca valia, quieto e de olhar enviesado, que ficava num canto de sala, de igreja, de praça, com uma espécie de cisma. Diz que depois de crescido, mocinho, ficava tempão na esquina da casa do Coronel, olhando fixo o batente da porta principal, sempre aberta como é costume da gente daqui. Como se quisesse entrar, sozinho, sem a mãe que já tinha morrido, se dirigir ao Coronel... Gente fala demais. Me diga, como é que podiam saber o que ele pensava, me diga? No que sim, é que naquela conversa palrada que começou a desenvolver no botequim, crescia, em arroubo e imaginação – deu para arrotar umas grandezas que nunca teve, como a estória da égua que comprara de um bando de ciganos, no engano, desmerecendo pra comprar barato. Pois já viu alguém enganar cigano em matéria de cavalo, seu? Certo é que era uma egüinha meio boa, empinadinha e de trote ligeiro, matreira – diz que sabia tão bem o caminho da casa, na roça, que levava Mané direitinho, pateava abrindo a porta, despejava ele na cama para curtir a bebedeira. Se chamava... deixa ver que estou meio esquecido, olhe uns diziam que se chamava, a egüinha, Beija-Fulô, ou alguém me disse Florzinha?... ora, que importância tem? Tem. Tem, sim. Teve muita, essa égua, em toda a estória que veio depois, com os desenvolvimentos. A gente tem de contar as coisas como elas são – mesmo porque tudo é impreciso, e ninguém sabe de nada, nada mesmo, o senhor não acha, mesmo eu, mesmo o senhor, como é que se pode contar o assim por-dentro das pessoas, como elas eram, o que ele, Mané, aquele menino enfezadinho, aquele moço calado, aquele bebum de conversa destampada... ninguém não sabe direito, por isso tem de contar no mais certo que se pode, o nome da égua.
Porque a Beija-Fulô – e não a Dasdor, como disseram depois – foi o verdadeiro amor daquele homem, tou certo. Não sei se dá para compreender, hoje, que só carro é que vale. Mas naquele tempo, ter um cavalo... pense bem, o sujeito, e um sujeito que nem Mané, Mané Fulô falado, veja bem só, que nome, então um Mané Fulô qualquer, que andando por aí, apeado e transido se esfregando em batente de porta, mal falando... e um dia, sabe-se lá como, descobre que pode aparecer rompendo no povoado na hora da missa solene do domingo, chispando casco na ladeira diante da igreja, e vir se pôr de fronte alta no futing do largo, ele, olhado, visto – pela primeira vez. Dá para imaginar?
Dali por diante foi meio-centauro, até aquele fim, que é conhecido, o senhor decerto já sabe, mas foi assim, na nova identidade achada, o complemento, homem-cavalo, que começou a se destravar. A vir, impávido, para as reuniões da homarada, no botequim, cada vez mais falante. Se encontrava então um forasteiro, um ouvido emprestado, não parava mais. Foi assim com o moço-doutor, aquele alto e míope, de riso bondoso, que veio da Capital e morou uns tempos por aqui. Parece que sempre querendo mesmo ouvir as estórias do sertão, sabe? Já falei, dizem que tinha um caderninho de capa de oleado... me esqueci do nome dele, mas foi importante nesta estória, de Mané Fulô, que estou querendo le contar.
Que é mesmo uma estória de transformação, de como-é-que-aquele sujeito... A gente se admira, depois. O que eu acho, também já vivi tanto, é que a gente, nós todos, é que nem desenho de menino num caderno, que primeiro nem sabe fazer, só uns traços, a lápis, borrão. Depois vai enchendo de cor, de linhas, de tanto rabisco, vai somando céu e estrela, mãe, pai, a vizinha do lado, chaminé de fábrica, carro, avião, foguete, polícia... Estou falando de menino de hoje, feito meu neto. Naquele tempo, o do sertão, o dos homens do sertão, era menos coisa, nem polícia não tinha – Laginha era quase uma terra de ninguém, assim largada, nem o Coronel Peixoto, aquele do casarão da praça, para impor respeito, com jagunçada, como se fazia antes. Sozinho e velho, os filhos doutores, na cidade, as filhas casadas. Por isso, nem mais que por isso Mané Fulô se agarrava com aquelas manias, de contar prosa, de se dizer “sangue de Peixoto” – que antes, no tempo do Coronel moço e prosa, era sangue de se temer... Manezinho dos Véiga insistia. Gastava muita conversa, na venda. Dizem que tinha mesmo mania de ficar contando do que sabia, dos valentes do sertão brabo, de outrora – do Bejo e do Miguilim, do Adejalma. Do Zé Boi, tão valente, mil brigas, que tinha caído de um barranco e quebrado o pescoço, e, veja, o próprio Miguilim, que era o pior deles, não foi depois morrer gemendo entortado de artrite, na cama?
É como lhe digo, cada qual cumprindo seu desenho, na vida. E o do Mané Fulô, que afinal tinha de cumprir o seu – que as coisas, quando têm de acontecer já vêm escritas, tudo no miudinho dos dias da gente, tal qual. O senhor não acha? E todos nós somos iguais – que temos todos, embutido, um outro personagem, dentro de nós, de nossa mesmice, paresque. E aquela figura enfezada e meio ridícula, metro e sessenta se tanto, do Manezinho, nascido encorujado, meio bobo-de-fazenda... e tinha de existir uma Beija-Fulô – ou Maria Dasdor, quem sabe, mas desta pouco se falou pra dizer a verdade, não sei se é estranho, mas a besta, aquela Beija-Fulô ou o que sei lá, a besta é que foi a peça importante – se não fosse ela...
Porque foi com ela que o Toniquinho das Pedras, às vezes também chamado de Toniquinho das Águas, se engraçou – com a besta, a egüinha. Foi, sim. Aquele Toniquinho benzedor, meio feiticeiro, diziam. Que era, veja só, o maior inimigo do moço-doutor, que vinha lá da Capital com remédios e receitas tirar sua freguesia. Toniquinho das pedras-águas, que não fazia receita no papel, mesmo porque não sabia escrever, mas benzia, tratava de tudo, aconselhava que ninguém devia tomar remédio de botica, só o “cordial” que ele mesmo preparava, cobrando muito baratinho. E olhava feio, de arrevezado, para aquela amizade de botequim que Mané Fulô ia pegando, meio visguento, com o doutorzinho – o único que dava aquela trela toda pra ele.
Pois tem isso – quer que lhe diga? Esta estória que o senhor sabe, que corre por aí, mil vertentes, cada um que acrescenta o de seu, o como acha que de verdade aconteceu... que foi um dia que ficou, em Laginha, o dia em que o Mané Fulô... o senhor sabe. Mas por mim, tem vez que penso: será que o Toniquinho, quem sabe não estivesse de compadrio com o tal do Targino. Não tivesse mesmo chamado o Targino, quem sabe, pra meio que resolver o seu negócio da besta chamada Beija-Fulô... podia ser, não podia? Pois olhe... e a gente falando até parece que esclarece mais as idéias, não acha? Que vai descobrindo pouco-que-pouco o que vem sempre escondido nas dobras de todas as estórias, que nunca são aquilo que dizem que são, que as pessoas contam... Bem que dizem que quem conta um conto acrescenta um ponto. Há!há!
Mas não vou acrescentar, não tenho tenção. Só meu pensamento dessa estória, tenho direito, não tenho? Porque tem coisa... le falei, por exemplo, que só o doutorzinho dava trela pra Mané Fulo, no botequim... mas pense bem – se as pessoas, no depois do acontecido, sabiam contar tão bem o que Mané falava, assim, nos pormenores da fala, bem, é porque se não davam trela, davam ouvido, pelo menos. E nessas coisas, de ouvidas, diversas se grudavam já naquela altura na figura mirrada sem jeito do manézinho lá de trás, do começo da vida... eu não lhe disse, a gente vai se formando é que nem desenho do meu neto, primeiro só tem rabisco, depois, tem nuvem, casa, trovoada e tiro, mulher... No caso bem concreto do Manezinho, teve a besta, a mulinha bem-amada.
E o tal do “sangue de Peixoto”, sim, eu acho – uma reserva de paixão? Ele já ia fervendo meio disparado, paresque, na fala, na vontade pelo menos, do Fulô, que não era branquelo nem perrengue como esses Véigas... dizia assim, dizia mais, sou mesmo é Peixoto, raça de gente brava... e que não viessem mexer com ele porque não levava desfeita pra casa, e que pra desaforo grosso a sua Beija-Fulô não dava condução.
Dizia. E às vezes até dizia muito, arrenegando, que só queria três coisas na vida, que eram uma sela mexicana para arrear a Beija-Fulô bem merecida e pimpante, no dia de domingo... – e essa sela, sabe quem tinha? Pois veja como as coisas se amarram. Como se armaram. Era o Toniquinho que tinha a sela linda e virgem de uso, pra quê queria se não tinha a égua do seu desejo?... Coisas assim. Também, dos outros desejos, mais dois, de Fulô: ser boticário ou chefe-de-trem-de-ferro, fardado de boné, que ele dizia... nada feito, como podia? O homem nem sabia ler. E o que lhe sobrava, já iam vendo, era a raiva, só uma raiva, meio ridícula no começo, mas depois um ódio que ia crescendo nele – do Toniquinho. Ou da vida, se pode pensar.
A Maria Dasdor? O senhor sabe como dizem, que alguém entrou na estória como Pilatos no Credo? Foi assim. Eu acho. Pretexto, talvez fosse, para a intervenção do Targino? Como disse, nunca se sabe ao certo, no fundo das coisas. Mas, siga o meu raciocínio, acha que se houvesse compadrio, conluio mesmo do Targino com o Toniquinho das Águas – como eu acho... acha que Targino, meu Deus! aquele valentão que vez em quando assombrava o sertão naquele tempo, sujeito feio como defunto vivo, magro de magreza de ruindade, gasturento como faca em nervo, revólver sempre pronto no dedo, então, sujeito assim, acha que ia se apresentar sem mais na porta do botequim naquela tarde, com tenção de tomar à força do Manezinho, meu Deus, uma mula? Égua que fosse, sei lá...
O que sim, de verdade, é que Manezinho noivara. No comum das coisas. Vai um dia, repimpado na Beija-Fulô, descendo a Rua do Rosário, reparou numa mocinha bem posta, de olhos gateados, na janela. Assim como quem espera marido. Ou noivo. Mané passou, voltou, repassou – essas coisas, normais, que assim se procederam. Tinha gente que nem acreditava, zombava. Mas a moça até ia pedindo dinheiro pra bordar o enxoval, costume de Laginha – moça solteira era desgraça certa, obra boa contribuir prô casamento. Nem que fosse com aquele meio-traste do Manezinho-da-Mula – como já ia sendo chamado.
Agora, o que eu acho que foi cena de não se perder mesmo, de estapafúrdia, portentosa – deve ter sido aquele momento, do Targino, o Targinão, o brederodes, o diabo do sertão, se apresentando na porta do tal boteco, enquadrado, botando a voz no diapasão certo, largando: Mané Fulo tenho um particular, com licença de seu doutor... Porque foi então que de fato a estória começou. Veja bem, o que dizem... verdade que com essas estórias de antigamente, com tanta coisa de contada e passada, nunca se sabe se foram ao certo assim, já lhe disse, se quem contou... Ou se foi arrumada. Bem arrumada, pelo menos – pois assim me disseram, que o Targino, Targinão magrelo e feio, apareceu na porta do boteco mesmo no instante que Mané tava é se gabando prô moço-doutor, coisa que assim meio conversa de bêbado, que queria acertar um tiro bem no meio da fuça do Toniquinho, morre no meu pinguelo, seis tiros, se fizer algum caborje prá riba da minha neguinha Beija-Fulô... E porque era sangue de Peixoto, e coisa e tal...
E como lhe digo – naquele momento, mesmo, o Targino ensombrando a quadratura da porta do botequim, o vozeirão encavado, Mané Fulô, um particular... não é demais?
E aí, no instante, cadê o mané-valente de instante-antes, hein? Nada. Nadinha. Diz sim que derreado, escorregado pra beira da cadeira, paresque querendo se levantar, num respeito até?... meio curvado em mesura, desorganizado, foi cantando, mão estendida até, boa-noite seu Targino, com´passou?
Targino foi direto às falas. Peremptório e horrível: Escuta Mané Fulô, a coisa é que eu gostei da Dasdor, e venho visitar sua noiva, amanhã, já mandei recado avisando ela... E que ele ficasse quieto, era coisa de um dia só, capricho, que depois eles até podiam casar que nem se importava. Mas se não...
E Targino ria um riso soturno, gélido, como de um carrasco manchú. Depois, sem mais cortesias, virou-se e foi-se. O que ficou foi uma confusão, de destape, de todo-mundo falando ao mesmo tempo, magotes de gente reunida na esquina, coitado do Manezinho, coitada dessa moça... Diz que o moço-doutor saiu amparando Mané, que chacoalhava de medo. Que foi levando ele pra sua casa, já insuflando uma coragem que ele sozinho que nunca que ia de ter, mesmo. Que foi falando palavra gorda, dessas muitas, coisa de amor, honra, herói, obrigação, que sei lá – palavras de doutor. Diz que, sei lá, chegou a falar assim por que Mané não ia pedir proteção prô Coronel Peixoto, mesmo... pois não era sangue de Peixoto?
Mané desconversou, disse que não amarrava cavalo com ele... égua, mula, no seu caso?
Quem ouviu atrás da porta da casa do seu doutô – e que teve gente ouvindo, teve – diz que aí o moço da Capital entrou rijo na estória. Na invenção, que essa é danada de boa com gente de instrução, dizem. Diz que o moço foi falando, daquele jeito manso, manso, com o Mané, botando ele pra dormir feito menino, não se preocupe não, mano, vamos inventar um meio de enganar o Targino... Que Mané, caindo de sono de bêbado, ainda ia teimando no desespero, qual, seu doutô, adianta não, Targino é bicho danado de ruim...
Aí que acordaram todos naquele dia que ia marcar história em Laginha. O doutor levantou cedinho, disse que ia tomar providências. Foi. Diz que foi falar com um Coronel, não o Nhô Peixoto, não, que esse não comandava mais a reza, velho e cansado, mas tinha um outro coronel, ou meio-coronel, chamado Melguério. Só que o chamavam de berda-Merguério... Ouviu, fez que nem era com ele, não tinha gente pra pegar o Targino à unha... ninguém não tem sopro pra esse homem...
Foi ao Vigário, o doutor, pediu. O reverendo olhou para cima, com jeito de virgem nua rojada à arena. Prometeu rezar.
Então o doutor, desanimado, temendo já pela própria pele, voltou para casa, verrumando as idéias para ver se surgia alguma. Mané Fulô não tivera coragem de pôr a cara para fora. Os Véiga, sabe-se lá como, haviam acorrido, solidários – mas adiantava, gente tão perrengue? Um Véiga mais velho, barbaçudo, chamou o doutor para o canto. Que aconselhasse o Manezinho a não fazer nenhuma besteira, entregasse o caso a Deus, não se metesse... E a moça era boa, a gente esquece, faz de conta que não aconteceu nada, é que nem casamento com viúva...
Maria Dasdor adoecera de tanto pavor, sozinha com a mãe, chamando pelo noivo... Targino ainda não aparecera – tivesse desistido, quem sabe? O dia avançava, na expectativa. Até que aconteceu: aquilo que ninguém esperava. Que o pedreiro que respondia pelo nome de Tonico das Pedras, ou Tonico das Águas, aquele que tinha fama de feiticeiro... e tinha também uma sela mexicana encostada por falta de animal, e cobiçava a Beija-Fulô, o grande amor do Manezinho Fulô... O senhor está vendo como são as coisas?... Bem, o próprio, o Toniquinho, apareceu de repente lá na casa do doutor, pedindo pra falar com o noivo desonrado. E se trancaram no quarto que dava para a sala, num escuro de conversa enrolada que ninguém por mais que se esforçasse conseguia ouvir direito. Só uns entortes de entonação, um ir-e-vir feito marulho de água, dava pra entender que o Tonico insistia, veemente, o Mané negava, gago, relutante.
Mas de repente, a porta do quarto se abriu e surgiu o Tonico, muito cínico e sacerdotal, pedindo que lhe trouxessem agulha e linha, um prato fundo, cachaça e uma lata com brasas. Aí Mané Fulô apareceu também, mais amarelo do que nunca, amassado, sofrido. E foi dizendo assim: que era pra entregarem a Beija-Fulô prô seu Toniquinho, que ela agora era dele.
A veigarada caiu no choro – aquilo era um testamento, um último pedido de quase-defunto. Mas os dois donos da besta voltaram a se trancar no quarto, com os aviamentos, ficaram lá bem uns vinte minutos.
Enquanto isso a hora, suprema, do encontro, se aproximava. A tensão, no ar, era coisa como de tempestade iminente. A cidade se engolfava em murmúrio, já vinham pressentidos os passos fatais, bicho-papão que vinha vindo, implacável, seu Targino – cochichavam – já tinha saído de sua casa dependurada no morro. Vinha que vinha, mesmo, buscar Maria Dasdor. Fechem as portas e as janelas, que ele ai vem, vai passar mesmo por aqui, na frente da casa!...
Nisso, abriu-se de novo a porta do quarto, Mané Fulô veio primeiro, teso, meio sonâmbulo, parecia. Diz que tinha um brilho esquisito no olhar. Seu Toniquinho das Pedras vinha depois, perguntando já – que coisa! – pela Beija-Fulô. Mané passou sem ver ninguém pelas mulheres que rezavam, pelos irmãos. Um deles até interpelou o Tonico, o que o senhor foi fazer com meu irmão? E Tonico, no retruque: Fechei o corpo dele. Não careçam de ter medo, que para arma de fogo eu garanto.
E assim foi que Manezinho naquele dia saiu para enfrentar o maior bandido da região, desprovido de garrucha, só com uma faquinha quicé quase canivete... O outro, armadão e terrível, vinha lento, com caminhada de dono da rua e do mundo. E decerto se espantou quando deparou, do outro lado da rua deserta, com a figura ridícula do noivo da Dasdor. Do ex-dono da Beija-Fulô. A dez metros do inimigo Mané parou – enquanto por trás das persianas todos olhavam, não acreditando... e rompeu num palavrão tamanho, que envolvia a mãe do valentão.
Targino puxou o revólver, pronto, enquanto os insultos se cruzavam no ar, piolho, sujeito idiota, cachorro... Por cima de tudo – se ouviu! – um grito de voz diferente, engrossada, que saía da garganta do Manuel dos Véiga, incrível, do Manezinho?... Atira, diabo, que eu estou fechado e a tua hora já chegou!
E cresceu, grandioso, para cima do inimigo. As balas do Targino ecoaram cinco vezes, rua afora – por trás das persianas todos se abaixaram, rastejando, querendo sumir chão a dentro. O choro das mulheres era mais um uivo de animal ferido, na reza pela alma do Mané Fulô. Quando se fez um silêncio, foram todos arriscando um olhar, pelas frestas – e lá estava Targino, fixo como um manequim. E Mané Fulô dando cabo dele, o esfaqueando bem na altura do peito. Targino foi se vergando, conhecendo o chão, lambuzado na poeira – desviveu, num átimo, parece que num espanto. Foi o que disseram.
E o que viram, num espanto maior, todos os que das casas, das ruas laterais, do largo, acorriam para a cena do encontro – que, crescido, de corpo pela primeira vez endireitado, como quem toma posse enfim da vida, aquele mesmo Mané dos Véiga, dito Mané Fulô, até Mané da Mula, o Manezinho, aquele encorujado de nascença, se virava, distanciado do corpo inerte do Targino, mudava seu rumo, possuído de uma energia nova, impava, atrevido, galgando no passo decidido e ritmado o ladeirão que ia dar no largo da Matriz. Como quem fosse se desencumbir de tarefa maior.
No que, chegado ao largo, foi avançando muito firme, pelo meio da aléia central do jardim. Primeiro, como quem fosse à igreja – achavam? Mas depois, no último lance, se desviando e encarando, desafiador, aquela casa grande, oito janelas fechadas dando para o pátio da igreja, oito janelas escancaradas para o largo, vistosa, reluzindo nos caixilhos verdes, na lisura do reboque retocado todo o ano. A casa do Coronel Peixoto.
E ali chegado, já não mais o transido menino a quem atiravam uma moeda para que aparasse no ar – se quisesse. Não, nem o mocinho tímido, o rapaz enfurnado e tristonho, nada, nem o bebum choramingas e covarde, nada. Mas sim, o homem. O homem recém-nascido do cadáver do valentão Targino que lá embaixo na rua poeirenta se descompunha. E esse homem avançava pela porta da frente, sempre escancarada – como se o esperasse, seria? e com um pontapé violentava a porta intermediária, do corredor, a que dava para a sala onde entrevado, na cadeira de rodas, aquele que fora o temível Nhô Peixoto que ninguém em outras eras ousava contrariar, vegetava, desvalido.
E que então – de todo o ódio acumulado naqueles anos todos de Mané, bastardo, miserável e sem direitos, a faca, quase um canivete, que trazia hirta na mão, e ainda ensangüentada, se escapou, atirada. E numa trajetória afiada foi atingir, certeira, a jugular do seu único, irremediável, implacável inimigo.
O sangue jorrou, de um vermelho vivo e pungente, uma sangueira sem limite, escorrendo pela roupa, pela cadeira, pela parede e pela casa do Coronel, pelo largo e pelo povoado. Ensanguentando até mesmo esta estória – sangue de Peixoto, sem contestação.

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